TCE de Rondônia já teve técnico de controle externo que formou em medicina e esposa de conselheiro estudando no RS; relembre
Órgão passou por processo de moralização desde então

A operação Fraus, deflagrada na manhã desta quarta-feira e prendeu o auditor substituto de Conselheiro Erivan Oliveira da Silva, acusado entre outros crimes de fazer rachadinha com salário de servidores comissionados, não foi o primeiro escândalo envolvendo a corte de Contas estadual.
Em passado recente, um ex-técnico de Controle Externo chegou a ocupar três cargos públicos simultâneamente e ainda cursava medicina na FIMCA, um curso de período integral. A denúncia foi feita por PAINEL POLÍTICO ainda em 2011, e posteriormente o técnico respondeu processo administrativo e foi exonerado do cargo.
Uma esposa de um ex-conselheiro do TCE, que ocupava cargo de confiança na instituição também foi alvo de uma denúncia por cursar uma especialização no Rio Grande do Sul, recebendo salários.
Desde então, o Tribunal de Contas passou por uma reformulação. O ex-presidente da Corte, Paulo Cury moralizou a instituição, reduziu a quantidade de servidores comissionados e adotou critério de concurso para alguns cargos.
O atual presidente, Wilber Coimbra segue a mesma postura e adotou medidas ainda mais firmes. Desde que assumiu em dezembro do ano passado, o TCE inteirou fiscalização principalmente no setor de saúde, onde foram realizadas ‘blitz’ em postos de saúde e hospitais, durante a madrugada para detectar falhas e problemas. Uma das fiscalizações aconteceu na madrugada de 25 de dezembro, e foram encontrados diversos problemas, como a falta de médicos e equipamentos.
Operação Fraus
Nesta quarta-feira, em ação conjunta com o Gaeco, do Ministério Público do Estado, uma operação prendeu dois servidores da corte, além de cumprir dois mandados de afastamento das funções públicas, onze mandados de busca e apreensão, duas medidas cautelares de monitoramento eletrônico (tornozeleira), quatro ordens de proibição de contato com testemunhas e vítimas, quatro ordens de proibição de acesso a órgão público, duas medidas cautelares de proibição de deixar o País a apreensão de bens móveis, móveis, direitos e valores no valor total de R$ 9.191.762,67, tudo deferido pelo Juízo de Direito da 4ª Vara Criminal da Comarca de Porto Velho.
