TCE-RJ alertou sobre R$ 2,6 bi do Rioprevidência no Banco Master e Cláudio Castro manteve investimento
Fundo de Previdência dos Servidores Estaduais tinha auase 8% do patrimônio em aplicações no conglomerado que enfrenta liquidação; Deputado questiona gestão de recursos

A crise que levou o Banco Central a decretar o regime de administração especial e a liquidação do Banco Master nesta terça-feira (18) joga luz sobre um alerta emitido pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) em outubro. Na época, o tribunal já apontava que o Rioprevidência, fundo responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de mais de 235 mil servidores públicos estaduais, havia investido cerca de R$ 2,6 bilhões em aplicações no conglomerado financeiro.
De acordo com o TCE-RJ, os investimentos foram realizados mesmo diante de evidências de uma crise na instituição financeira, colocando em risco os recursos do fundo. O relatório do tribunal destacou uma “concentração crítica” do patrimônio do Rioprevidência no Master. O valor de aproximadamente R$ 960 milhões, equivalente a quase 8% do patrimônio total do fundo, estava alocado em letras financeiras do banco – títulos sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
A conselheira Mariana Montebello Willeman, relatora do caso no TCE-RJ, foi enfática em suas declarações de outubro. Ela afirmou que o Rioprevidência assumiu o risco mesmo quando o ambiente externo pedia “máxima cautela”. “Nós sabemos que esse Banco Master se encontra numa situação extremamente duvidosa e é farto o noticiário que dá conta de que este banco oferecia taxas de investimento que são impossíveis de serem aplicadas no mercado”, disse Willeman, acrescentando que tudo indicava uma situação “falimentar” do banco.
Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
Por menos de um café por semana, leia sem limites.