Painel Rondônia

Tecnologia revela cidade colonial perdida em Rondônia: Lamego ressurge após 300 anos na Amazônia

Arqueólogos e quilombolas descobrem vestígios de assentamento português do século XVIII usando tecnologia laser; local abrigava cerca de 300 pessoas, era importante ponto de abastecimento na fronteira

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Uma descoberta arqueológica extraordinária está reescrevendo a história colonial da Amazônia brasileira. Utilizando tecnologia laser de última geração, pesquisadores e quilombolas localizaram os vestígios de Lamego, uma cidade portuguesa do século XVIII que permaneceu oculta por cerca de 300 anos sob a densa vegetação amazônica em Rondônia, próximo à fronteira com a Bolívia.

A descoberta, anunciada em outubro de 2024 pelo projeto Amazônia Revelada, revela um importante capítulo da ocupação portuguesa na região. O sítio arqueológico, localizado nas proximidades do quilombo Real Forte do Príncipe da Beira, em Costa Marques, inclui não apenas Lamego, mas também a Vila de Bragança, um complexo urbano colonial que servia como ponto estratégico de abastecimento.

"Nessa cidade, batizada de Lamego, havia 15 casas, com dezenas de pessoas em cada uma. Elas não eram como imaginamos hoje, e sim mais semelhantes a malocas indígenas ou feitas de pau a pique. Cerca de 300 pessoas moravam ali", explica o professor Carlos Augusto Zimpel, arqueólogo da Universidade Federal de Rondônia.

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