Trump e as disputas pela liberdade
Por Victor Missiato*

Em 1968, quando Donald J. Trump graduava-se em economia, na Universidade da Pensilvânia, o mundo assistia a uma revolução cultural, que, décadas mais tarde, ressoaria nos discursos de combate aos legados desse movimento nas campanhas do “novo” presidente republicano.
Maio de 1968, na França e no mundo, ressignificou o papel do indivíduo em sociedade ao se contrapor aos domínios das instituições e ideologias hegemônicas no mundo. Escola, universidade, família, capitalismo, socialismo soviético, Estado. Tudo passou a ser visto como instrumentos de controle social.
Mais do que liberdade, a palavra de ordem tornou-se libertação. Libertar-se das amarras do machismo, homofobia, degradação ambiental, patriarcalismo, entre outros, passou a compor a gramática dos novos movimentos sociais, que ganhariam força ao longo das décadas vindouras.
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