Poder e Bastidores

A briga pelo Senado em 2026 promete fortes emoções

Por Kim Macherini*

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Pelas duas vagas a serem disputadas para Senador em Goiás, o quadro político da próxima eleição começa a tomar forma.

A estratégia nacional do Partido Liberal (PL), clara e explicitada pelos seus líderes, é de ocupar o Senado Federal com o máximo possível de representantes da direita e do bolsonarismo visando o enfrentamento possível e direto com o Supremo Tribunal Federal (STF).

Meses se passaram de conversa, articulação e notícias acerca da composição de chapa do futuro governador, para reeleição, Daniel Vilela (MDB) ser montada ao lado do PL para unir as direitas em Goiás.

Nesse desenho, a segunda vaga era cogitada para Major Vitor Hugo ou Gustavo Gayer, ambos do PL. Enquanto a primeira vaga seria para a atual primeira-dama Gracinha Caiado.

Nessa semana, Waldemar Costa Neto, presidente nacional do PL, confirmou a pré-candidatura do Senador Wilder Morais para governador de Goiás. Estratégia que desmonta as especulações passadas de composição com o governo e direcionam o lançamento do próprio PL com suas candidaturas ao senado.

Política de coalização é algo que o PL não tem gostado muito, e essa foi mais uma vez a escolha.

Manter a própria identidade, direcionar seus eleitores e militantes em uma só direção.

Escolha que permite de as estratégias eleitorais passadas serem repetidas e fomentadas.

Não se vinculando aos partidos que hoje estão na base do Presidente Lula (PT) e também ao atual Governador Ronaldo Caiado (UB) que teve rusgas com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a pandemia.

Lembrando da eleição para Prefeito de Goiânia e a quantidade de votos que o candidato do PL, Fred Rodrigues, teve. Ao mesmo tempo que sucessos eleitorais nas cidades de Formosa e Anápolis, é possível visualizar até a primeira vaga no senado sendo conquistada pelo Partido Liberal e o bolsonarismo que poderá focar toda sua atenção e energia nessa empreitada.

Faltam 15 meses para a próxima eleição e os movimentos dos bastidores, intensos e ininterruptos, continuarão. Um jogo de empurra-empurra e negociações que pavimentará a corrida eleitoral do ano que vem. Nessa disputa, observando, vamos ver onde cada um vai se enraizar e também aqueles que podem sobrar mais que abóbora no jantar.


*Kim Macherini é cientista social, especialista político e sócio-diretor da Santa Dica, empresa de consultoria e pesquisa localizada em Goiânia.