Bolsonaro enfrenta julgamento no STF: "tranquilo, nada se sustenta", diz Ex-Presidente; SIGA AO VIVO
Sessão histórica pode torná-lo réu por tentativa de golpe; aliados preveem derrota unânime

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) desembarcou em Brasília nesta terça-feira (25) afirmando estar "tranquilo" diante do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que pode transformá-lo em réu ao lado de sete aliados.
A sessão da Primeira Turma, iniciada às 9h30, analisa denúncias da Procuradoria-Geral da República (PGR) que acusam o grupo de tentar impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após as eleições de 2022, configurando crimes como organização criminosa armada e tentativa de golpe de Estado. "Minha defesa vai contestar o foro. Estou tranquilo, nada dessa denúncia se sustenta", declarou Bolsonaro ao chegar à capital, acompanhado de apoiadores.
O julgamento, que ocorre sob forte esquema de segurança e transmissão ao vivo, marca um momento crucial na trajetória política do ex-mandatário, já inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Bolsonaro optou por assistir à sessão na Corte. A expectativa entre seus correligionários, no entanto, é pessimista: eles preveem uma derrota por unanimidade, com placar de 5 a 0 na Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
A denúncia da PGR aponta Bolsonaro como figura central em um suposto plano para subverter o resultado das urnas, envolvendo ex-ministros como Walter Braga Netto (Casa Civil e Defesa), Anderson Torres (Justiça), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Paulo Sérgio Nogueira (Defesa), além do ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos, do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem e do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens. Os crimes listados incluem organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição do estado democrático de direito, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
A defesa de Bolsonaro tentou, sem sucesso, afastar os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin do julgamento, alegando suspeição por ações passadas contra o ex-presidente. Além disso, contesta o foro na Primeira Turma, argumentando que, por não estar mais no cargo, o caso deveria ser julgado em instância inferior ou no plenário do STF. "Onde Lula foi julgado? Primeira instância", questionou Bolsonaro, sugerindo uma mudança de entendimento jurídico para mantê-lo sob a jurisdição do Supremo.
Enquanto o julgamento avança, parlamentares do PL anunciaram a intenção de obstruir a pauta do Congresso durante a semana, em sinal de apoio ao ex-presidente. Do lado oposto, figuras como a deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS), o ex-ministro de Lula José Dirceu e parentes de vítimas da ditadura militar acompanham a sessão na plateia, reforçando o caráter polarizado do evento. Caso a denúncia seja aceita, Bolsonaro e os demais acusados passarão à condição de réus, iniciando uma ação penal que pode resultar em penas severas e impactar ainda mais seu futuro político.
A sessão desta terça-feira começou com a leitura do relatório pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, e deve se estender com as sustentações da PGR e das defesas. Se necessário, o julgamento prosseguirá na quarta-feira (26). Em Brasília, o clima é de tensão, mas Bolsonaro mantém o tom confiante: "Sempre agi dentro das quatro linhas da Constituição", reiterou em mensagem a aliados.
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