Radar do Judiciário

Casal de advogados é preso por suspeita de mandar matar clientes no interior de SP

Operação Jogo Duplo revela esquema de estelionato e homicídio envolvendo R$ 12 milhões em imóveis

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O casal de advogados Hércules Praça Barroso e Fernanda Morales Teixeira Barroso, que foi preso em São Carlos suspeito de envolvimento em morte de casal de Araraquara — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Na manhã desta terça-feira (17), a Polícia Civil de Piracicaba (SP) prendeu quatro pessoas, incluindo os advogados Hércules Praça Barroso, de 44 anos, e Fernanda Morales Teixeira Barroso, de 47, suspeitos de serem os mandantes do assassinato dos empresários José Eduardo Ometto Pavan, de 69 anos, e Rosana Ferrari, de 61, em São Pedro (SP). O crime, ocorrido em 6 de abril de 2025, chocou a região pelo planejamento meticuloso e pela relação de confiança que as vítimas tinham com os advogados, seus representantes legais há mais de uma década. A operação, batizada de “Jogo Duplo” e conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Piracicaba, também resultou na prisão de dois homens em Praia Grande, no litoral paulista, apontados como os executores do crime.

Um crime motivado por ganância patrimonial

José Eduardo, herdeiro de uma tradicional família do setor açucareiro ligada à Usina São Martinho, e Rosana, proprietária de uma escola infantil, foram encontrados mortos dentro de uma caminhonete Fiat Toro em uma chácara na serra de São Pedro. Segundo a Polícia Civil, José Eduardo estava com as mãos amarradas, e Rosana foi localizada na caçamba do veículo. A descoberta dos corpos ocorreu após o dono de um bar da região alertar a Polícia Militar, que constatou os assassinatos. Testemunhas afirmaram que o casal era frequentador assíduo da chácara, o que reforça a tese de que o crime foi planejado com base na rotina das vítimas.

As investigações, lideradas pela delegada Juliana Ricci, da 3ª Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), apontam que os advogados Hércules e Fernanda se aproveitaram da relação de confiança com as vítimas para desviar cerca de R$ 12 milhões em imóveis, sob a alegação de “proteção patrimonial”. Além disso, a polícia apurou que o casal de advogados causou um prejuízo adicional de R$ 2,8 milhões por meio de custas processuais fraudulentas, utilizando falsos comprovantes de pagamento e até uma ação judicial fictícia para enganar os empresários.

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