Coligação de Paes recorre ao STF por segundo turno no RJ
Coligação entrará com medida cautelar no Supremo após TSE anular votos de Garotinho e declarar Douglas Ruas vencedor no primeiro turno
📋 Em resumo ▾
- A coligação de Eduardo Paes (PSD) anunciou recurso ao STF contra a decisão do TSE que anulou os votos de Anthony Garotinho.
- A ação pedirá medida cautelar para suspender os efeitos da decisão e garantir a realização do segundo turno no Rio de Janeiro.
- O TSE decidiu, por 5 a 2, que a retotalização eleva Douglas Ruas (PL) a 50,88% dos votos válidos, confirmando a vitória no primeiro turno.
- Por que isso importa: O movimento judicial busca reverter o resultado eleitoral e acirra a disputa institucional pelo comando do Palácio Guanabara.
A coligação do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) anunciou, no início da tarde desta quinta-feira (8), que recorrerá ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O tribunal anulou os votos de Anthony Garotinho (Republicanos), o que declarou a vitória de Douglas Ruas (PL) no primeiro turno para o governo do Rio de Janeiro.
Pedido de medida cautelar no Supremo
Em nota oficial, a campanha "Juntos para Mudar, Coragem para Reconstruir" afirmou que baseará o recurso nos votos divergentes apresentados durante o julgamento do TSE. A coligação defende o "respeito à soberania popular e à exigência constitucional de maioria absoluta para a eleição de governador".
O comunicado detalha que será solicitado um pedido de medida cautelar à corte máxima. O objetivo é suspender os efeitos da decisão do TSE e garantir a realização do segundo turno da eleição.
"A coligação entrará com pedido de medida cautelar para garantir a realização do segundo turno da eleição para governador do Rio, conforme a vontade manifestada pela maioria dos eleitores fluminenses nas urnas no último domingo", afirma o texto da campanha.
O cenário pós-julgamento do TSE
O julgamento no TSE, concluído nesta quinta-feira, encerrou uma disputa judicial que se arrastava por meses. Por 5 votos a 2, os ministros entenderam que os votos de Garotinho, condenado por improbidade administrativa, deveriam ser considerados nulos e desconsiderados da contagem.
Com a retotalização, o percentual de Douglas Ruas subiu de 49,27% para 50,88% dos votos válidos, ultrapassando a marca necessária para evitar o segundo turno. A campanha de Paes, no entanto, mantém a tese de que a vontade das urnas deve prevalecer sobre a exclusão pós-eleitoral de votos.
Próximos passos da disputa institucional
A escalada da disputa eleitoral para o STF marca um novo capítulo de incerteza na transição de poder no Rio de Janeiro. Enquanto o TSE busca encerrar o ciclo jurídico da eleição com base na aplicação da Lei da Ficha Limpa, a estratégia da coligação de Paes indica que a batalha pelo Palácio Guanabara será travada também nos gabinetes dos ministros da corte máxima.
Resta saber se o STF acolherá a tese de soberania popular em detrimento da aplicação estrita das regras de inelegibilidade, ou se a decisão do TSE será mantida como a palavra final sobre o pleito fluminense. O cronograma eleitoral, agora, depende da celeridade do Supremo.
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