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COLUNA - Lançamento da pré-candidatura de Marcos Rogério e Flávio Bolsonaro: esperava-se um tsunami, veio uma marolinha

Sílvia Cristina é alvo de ataques por adversário dentro de igreja; a situação jurídica de Flori é tranquila, diz advogado; TRE-RO aperta o cerco contra laranjal feminino

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📌 Em resumo

Análise Política: O lançamento das pré-candidaturas de Marcos Rogério e Flávio Bolsonaro em Ji-Paraná falhou em demonstrar a força esperada, prejudicado por erros de logística e repercussão negativa.

Guerra Eleitoral: Silvia Cristina foca em entregas de mandato enquanto adversários apostam em ataques pessoais e discursos de cunho religioso.

Judiciário em Ritmo Acelerado: TRE-RO mantém condenação de Flori Cordeiro e cassa mandatos em dois municípios por fraude à cota de gênero.

Por que isso importa: A movimentação das peças no tabuleiro rondoniense revela que o "bolsonarismo" local enfrenta desafios de articulação, enquanto a Justiça Eleitoral endurece o cerco contra irregularidades de 2024.


Observações

O lançamento da pré-candidatura de Marcos Rogério e Flávio Bolsonaro, no último sábado em Ji-Paraná (RO) tinha tudo para ser de grande magnitude e deveria ter servido para mostrar força política e engajamento. Mas, alguns pontos não foram observados pelos organizadores, a começar pela escolha da cidade. Nada contra Ji-Paraná, que por sua localização geográfica (região central) tinha tudo para atrair gente do estado todo. Não foi o que aconteceu. Exceto a claque arregimentada por lideranças que estavam se filiando (ou anunciando filiação), nada de público externo.

Deu ruim

A maior repercussão sobre o evento ocorreu por um episódio negativo, a dancinha feita por Flávio Bolsonaro enquanto seu pai estava na UTI, reverberou em todo o país, deixando o evento principal, o lançamento de sua pré-candidatura à presidência. E a cobrança veio tanto da esquerda (normal) quanto da própria direita, que não viu com bons olhos o entusiasmo do senador diante de um quadro clínico, que segundo ele próprio, um dia antes “era crítico".

Mobilização foi boa, mas poderia ter sido muito melhor

Faltou

O PL nacional deveria ter dado mais atenção a magnitude do evento. Exceto alguns recortes nas redes da legenda, e um texto encaminhado pela assessoria do deputado Coronel Chrisóstomo, o PL não reverberou o evento. Não teve live de transmissão e o material de divulgação perderia para campanhas de candidatos a vereador. Durante o evento, talvez prevendo críticas, Marcos Rogério chegou a enfatizar que aquilo era ‘um esquenta', mas faltou talvez o ‘after', porque o evento principal mesmo, deixou a desejar. E muito.

Erro estratégico

O evento deveria ter sido realizado em Porto Velho, primeiro por ser a capital, e mostraria força em um território onde o bolsonarismo é diluído. Isso daria mais visibilidade e mostraria que o PL realmente está com gás para as eleições. Sem contar que a capital concentra a maior quantidade de eleitores do Estado. Em que pese grande parte das lideranças que estiveram presentes para filiação serem do interior, um barulho na capital não faz mal.

Enquanto isso

Os demais pré-candidatos ainda não anunciaram datas para lançamento. O Podemos ainda está às voltas com o mal-estar provocado entre Flori e Camargo (que já contratou equipe de marketing), Expedito Netto ainda sem data definida, e Fúria que também deu uma esfriada no barulho. Pelo jeito, definição mesmo, só após os prazos de desincompatibilização.

Falando mal

Em tempos de campanha política, o que não faltam são críticas, a muitas são válidas, mas tem pré-candidato que tem ido a algumas igrejas e ao invés de falar sobre seus projetos políticos (ou o que fez), prefere ficar falando mal de adversários. Uma touca de presente para quem adivinhar o autor de pérolas como ‘ela não é cristã’ ou ‘sequer veste saias', referindo-se a deputada federal Silvia Cristina, pré-candidata ao Senado. Como diz o adágio popular, ‘quem não tem o que mostrar, fala mal de quem tem'.

Sílvia: trabalho ao invés de fofocas

Sílvia Cristina

A deputada federal e pré-candidata ao Senado, Silvia Cristina vem cumprindo agenda pesada pelo estado. Indiferente aos adversários, que tentam desqualifica-la através de ataques pessoais, ela tem focado em mostrar que realmente faz a diferença na bancada federal. Com forte atuação na área de saúde, a deputada também tem aberto o leque de temas, e até mesmo a batalha pela transposição de servidores para o quadro federal ela abraçou. Enquanto alguns preferem discursos rasos e genéricos, ela vem fortalecendo a campanha com resultados, e isso vai ter reflexos positivos mais adiante.

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Enquanto a política se distrai com fofocas, o STF e o TRE-RO acabam de mudar o tabuleiro para quem quer disputar as próximas eleições. Para nossos assinantes, analisamos agora:

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A conta nunca fecha

A população de Rondônia paga uma das contas de energia mais caras do país, e ninguém consegue explicar os motivos para isso. A despesa com energia afeta o orçamento familiar, mesmo o estado gerando eletricidade para todo o país, através do sistema integrado. Na época da extinta Ceron, a paulada já doía, e quando privatizou, a coisa desandou. A Energisa é uma das maiores demandadas na justiça e a bancada federal, que deveria se unir em torno da Aneel e do Ministério de Minas e Energia, faz vistas grossas. Não bastassem os altos valores nas contas de energia, outra ‘cama de gato’ já é realidade em alguns municípios, a distribuição de água. Essa também está maltratando.

Embargos

Na última segunda-feira, 16, o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) rejeitou os embargos de declaração em processo de prestação de contas do prefeito de Vilhena, Flori Cordeiro, e manteve a sentença condenatória (os embargos não tem efeito modificativo de sentença), e com isso, ele deve recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A defesa de Flori, feita pelo advogado Nelson Canedo, que assumiu após a condenação, explicou que este é o último processo do prefeito em relação às eleições de 2024, e caso a sentença seja mantida pelo TSE, ela vai gerar apenas multa e claro, prejuízo político, mas sem inelegibilidade.

Ainda eleições 2024

O TRE-RO vem trabalhando em ritmo acelerado para ‘limpar a pauta’ de 2024 para evitar acúmulo com a enxurrada de processos que as eleições deste ano devem gerar. Nesta terça, a Corte cassou os mandatos de dois vereadores, dos municípios de Governador Jorge Teixeira e Teixeirópolis por fraudes à cota de gênero. As candidaturas fictícias resultaram na cassação dos diplomas de todos os vereadores eleitos e suplentes do União Brasil e do Partido Liberal (PL) nos respectivos municípios. No caso de Jorge Teixeira, uma das candidatas assumiu que nem ela votou em si, preferindo fazer campanha para outro candidato. Em Teixeirópolis, a candidata recebeu apenas quatro votos e, na época da eleição, sequer residia no município. Em Rondônia, há apenas duas deputadas federais e cinco deputadas estaduais. Dos 52 municípios, somente três elegeram prefeitas. Em Porto Velho, a capital, há apenas duas vereadoras. Em Governador Jorge Teixeira — um dos municípios agora atingidos pela condenação —, apenas uma mulher foi eleita para nove vagas disputadas.

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Mudanças

O Supremo Tribunal Federal (STF) validou as regras estabelecidas pela Lei 14.211/2021, confirmando que o registro de candidatos nas eleições deve se limitar a 100% das vagas em disputa mais um candidato suplente. A Corte manteve os vetos presidenciais que impediam a ampliação do número de candidaturas para até 150%, reforçando a autonomia legislativa ao rejeitar alegações de vício no processo legislativo. Segundo o ministro relator, Nunes Marques, as alterações promovidas na norma configuram meros ajustes de técnica redacional, sem comprometer a validade constitucional do texto aprovado. A decisão tem impacto direto em estados como Rondônia, onde partidos e federações precisarão adotar critérios mais rigorosos na seleção interna de seus nomes, uma vez que o “teto” de candidaturas por legenda permanece restrito. Ao encerrar a insegurança jurídica sobre o dimensionamento das nominatas para as eleições de 2026, o julgamento obriga as legendas a priorizarem a qualidade competitiva em detrimento do volume de candidaturas, promovendo maior planejamento estratégico nas campanhas.

🔊 Confira abaixo uma análise em áudio sobre o tema.

Caso Bretas chama atenção

O ex-juiz Marcelo Bretas teve pedido para isenção no imposto de renda negado pela juíza federal Bianca Stamato Fernandes, da 5ª Vara Federal de Execução Fiscal do Rio de Janeiro. Em seu pedido, Bretas afirmou ser “portador de moléstia grave”, de origem ocupacional, no caso a síndrome de burnout. A decisão que negou a isenção considerou que a atuação de Bretas no Instagram desmentiu a doença. O advogado João Badari fez uma análise aprofundada do caso, em artigo postado nesta terça-feira em PAINEL POLÍTICO - 👉 Doença mental garante isenção de IR? Entenda o impacto da Súmula 627 após caso Marcelo Bretas

Psilocibina contra o Tabagismo

Um ensaio clínico randomizado conduzido no Johns Hopkins comparou a eficácia da psilocibina associada à terapia cognitivo-comportamental (TCC) contra o tratamento padrão com adesivo de nicotina e TCC para ajudar fumantes a parar de fumar. Diante da alta mortalidade causada pelo tabagismo e das limitações dos tratamentos atuais a longo prazo, 82 adultos foram divididos em dois grupos: um recebeu uma dose de psilocibina com suporte psicológico estruturado, enquanto o outro utilizou a terapia de reposição de nicotina convencional, com monitoramento bioquímico para verificar a abstinência. Os resultados apontaram vantagem significativa para o grupo da psilocibina, que registrou 40,5% de abstinência prolongada aos seis meses, comparado a apenas 10% no grupo do adesivo. A taxa de abstinência de sete dias também foi superior (52,4% contra 25%), sem ocorrência de eventos adversos graves relacionados aos tratamentos. Esses achados indicam que a psilocibina, quando integrada a um protocolo terapêutico adequado, pode superar a eficácia dos métodos tradicionais na manutenção da abstinência tabágica.

Você acha que o local do evento influenciou no baixo quórum do PL ou o eleitor está mais exigente? Comente sua opinião.

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