COLUNA - O jogo de cena de Camargo para rifar Flori dentro do Podemos
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Jogo de cena
Quem conhece os bastidores da política rondoniense, e navega por essas águas há algum tempo, sabe que nada acontece por acaso, como também não existe ‘o povo quer fulano no governo’. Isso é título de assessoria de imprensa com zero criatividade. Estou me referindo ao virtual lançamento da pré-candidatura do deputado estadual Delegado Camargo (Podemos) ao governo de Rondônia, anunciada esta semana. Camargo não daria esse passo ‘atendendo ao povo’, e sim numa jogada ensaiada com o prefeito Léo Moraes, que apesar de alardear ‘estar fechado com Flori’, o fechamento é só para inglês ver.
Sem cabimento
Camargo é um nome que pode, de fato, surpreender, e cá entre nós tem muito mais capilaridade e coerência que o prefeito de Vilhena, o também delegado Flori. O deputado não vai se aventurar numa tempestade sem estar com um bote bem amarrado no deck. Não é novidade para ninguém que Flori é uma pessoa, digamos, difícil e Léo Moraes não fica atrás. Circularam juntos nos últimos dias, e algo azedou. O resultado: ‘o povo quer Camargo no governo’.
Zebrando?
A mudança de nome, independente dos motivos que estão forçando essa possibilidade, é mais palatável ao eleitor que o nome de Flori. O prefeito de Vilhena decolou igual voo de galináceo, não convenceu. Camargo por sua vez, é uma direita ‘raiz’ com direito a curso de filosofia com Olavo de Carvalho e uso contínuo de bottons ‘fora Lula’. Em um cenário polarizado como o atual, podemos ter dois adversários com grandes chances de escantearem os ditos ‘favoritos’, representando a direita temos Camargo e a esquerda-centro-progressista Expedito Netto.
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