Coluna Painel Político - Procura-se um pré-candidato a vice-prefeito de Porto Velho
E ainda, após denúncia de PAINEL POLÍTICO, TCE volta ao JPII e encontra superlotação; crise aérea discutida no Parlamento Amazônico

Cabeça de chapa
Benedito Alves sequer cogita a possibilidade de vir a ser vice de alguém nessas eleições. O ex-conselheiro, que assumiu na última quinta-feira o comando estadual do Solidariedade, tem conversado com partidos do centro, da esquerda e da direita para tentar fechar um vice. E esse é um problema comum a todos os pré-candidatos em Porto Velho.
Opções
Os partidos buscam perfis técnicos, à exceção de Benedito e Euma Tourinho, quele são técnicos mas não são políticos, já que vão ser testados nas urnas pela primeira vez. Marcelo Cruz, Mariana Carvalho e talvez Léo Moraes, enfrentam o desafio de conseguir nomes com credibilidade e que estejam ligados a algum segmento, seja evangélico ou lideres de bairros ou sindicatos. E as opções são escassas.
13 crimes
O Ministério Público de Rondônia apresentou denúncia contra a prefeita afastada de Guajará-Mirim Raíssa Bento e seu companheiro Antônio Bento, bem como outras seis pessoas, pela prática de 13 crimes, entre os quais usurpação de função pública, peculato, fraude processual e associação criminosa, referentes aos fatos apurados na Operação Avatar, deflagrada em janeiro deste ano. O marido da prefeita é quem mais está enrolado. De acordo com o MP, Antônio Bento usurpou função pública, assumiu cargo estando impedido, autorizou, junto com a esposa a utilização de maquinários do município para trabalhos particulares e desvio de gêneros alimentícios perecíveis doados pela Receita Federal, que, ao invés de serem destinados à finalidade social estabelecida em ato próprio do Poder Executivo Municipal, foram distribuídos ao bel-prazer dos denunciados, atendendo a interesses pessoais seus, agraciando (desviando) a pessoas e servidores públicos com quem mantinham vínculos pessoais de proximidade e afinidade (aliados).
Reincidente
Técnicos do Tribunal de Contas do Estado voltaram ao Pronto Socorro João Paulo II na noite da última quinta-feira após denúncia de PAINEL POLÍTICO sobre superlotação naquela unidade. Os auditores constataram problemas gravíssimos em relação ao atendimento à população. Um deles foi a longa espera. O TCE encontrou pacientes, que esperavam por uma prescrição médica, há quase 24 horas. E o pior: sem qualquer amparo, explicação ou orientação. A divulgação da escala de plantonistas foi um outro problema detectado. A equipe do Tribunal de contas teve dificuldade para encontrar a relação de profissionais, que estavam agendados para o plantão. Outra falha: profissional de saúde de sobreaviso que, quando acionado pela equipe do hospital, não atendeu. Isso pode levar a atrasos críticos em decisões de tratamentos e cuidados urgentes.
Atuante
Há que se fazer justiça pela forma que o Tribunal de Contas vem operando este ano, sob o comando do conselheiro Wilber Coimbra, que desde que assumiu, vem intensificando a fiscalização nas unidades de saúde do município e do Estado. É bom lembrar que o TCE chegou a doar para o Estado, cerca de R$ 60 milhões para ajudar na construção de um novo hospital de urgência, aquele que fizeram a maior lambança e as obras assumidas por um consórcio são lentas como o horário de saída do trabalho. O trabalho de Coimbra à frente do TCE merece todos os elogios e a população agradece.
Contas
O TCE vem sinalizando que as infrações podem acarretar em reprovação de contas dos gestores, até mesmo na emissão de parecer prévio desfavorável à aprovação das contas do governo, de responsabilidade do governo estadual, dentre outras penalidades, eventualmente, aplicáveis.
Crise aérea
Nesta quinta-feira (25), o presidente do Parlamento Amazônico, deputado estadual Laerte Gomes (PSD, conduziu a 2ª Reunião Ampliada do Colegiado realizada no Plenário Ruy Araújo, da Assembleia Legislativa do Amazonas, em Manaus (AM). O assunto principal foi a grave crise aérea enfrentada pelos estados da região norte, e para falar do assunto, o superintendente de Acompanhamento e Serviços Aéreos da ANAC, Adriano Pinto Miranda, destacou a escassez de voos e os preços elevados das passagens. Laerte Gomes destacou que “como presidente do Parlamento Amazônico, juntamente com outros deputados estaduais, me preocupo com essa crise aérea. Acredito que seja necessário alterar a legislação brasileira por meio do Congresso Nacional, permitindo que empresas estrangeiras, principalmente as regionais, possam operar no Amazonas. Atualmente, temos apenas três grandes empresas aéreas, TAM, GOL e Azul, e devido à alta demanda, elas priorizam as rotas no centro do país, prejudicando os estados da região norte”.
Impraticáveis
Mesmo com toda a pressão política sobre o assunto, e a redução drástica no ICMS para querosene de aviação, os preços das passagens aéreas estão (perdoem o trocadilho) nas alturas. O passageiro precisa vender um rim para comprar passagens para Rondônia. Algo precisa ser feito com urgência.
8 de maio
O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para o dia 8 de maio a retomada do julgamento que discute se deve haver restrições para indicação de políticos para a direção de empresas estatais. Os ministros avaliam se mantêm ou derrubam uma decisão do ministro aposentado Ricardo Lewandowski, que em março de 2023 suspendeu trechos da Lei das Estatais que tratam do assunto.
No segundo semestre
O Wegovy, medicamento indicado para o tratamento da obesidade, chega ao Brasil no segundo semestre de 2024. A informação foi confirmada pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, a mesma que produz o Ozempic. O medicamento, administrado em forma de caneta injetável, foi aprovado pela Anvisa em janeiro de 2023 para o tratamento da obesidade e sobrepeso com comorbidade relacionada ao peso. O Wegovy é o nome comercial da semaglutida, mesmo princípio ativo do Ozempic, só que destinada à perda de peso. Já o Ozempic, embora seja usado off-label com essa finalidade, é destinado ao tratamento da diabetes tipo 2. Por ser destinado à perda de peso, o Wegovy tem uma dose maior que o Ozempic - a dose máxima do Wegovy é de 2,4 mg, contra 1mg do Ozempic. É ela que demonstrou a alta eficácia para o emagrecimento, que chegou a uma redução de 17% do peso corporal em adultos após 68 semanas num estudo publicado na revista científica The Lancet.
