Painel Rondônia

Coluna Painel Político - Saneamento de Porto Velho é o pior do Brasil e a culpa é dos prefeitos e da reeleição

E ainda, Jair Bolsonaro deve ir a Rondônia em maio; Marcos Rogério tem razão sobre inquérito do STF e TRE abre prazo para defesa de Marcos Rocha

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Terceiro mundo

A pauta é antiga e lembra aquelas tradicionais que são. cobertas pela imprensa no comércio nas datas comemorativas, como dia dos pais, das mães e namorados: saneamento básico de Porto Velho, capital de Rondônia. Ano após ano os números são sempre negativos, e em 2024 não poderia ser diferente. Porto Velho carrega atualmente o ranking de “pior colocada na coleta e tratamento de esgoto”. Na verdade o que mudou foi que a posição piorou em relação a 2023, quando estávamos na posição 98. Este ano, estamos na 100, assim divididos: Acesso à coleta de esgoto: 96ª posição; Volume de esgoto tratado sobre a água consumida: 98ª posição;Investimento por habitante: 96ª posição.

Crônico

Essa péssima colocação se repetiu quatro vezes nos últimos dez anos, sendo que em 2017 chegamos a ocupar a posição 97, mas não porque a cidade melhorou, mas por conta das outras que haviam piorado. O investimento médio anual do município foi de R$ 37,47 por habitante: mais de 70% abaixo do patamar nacional médio necessário para a universalização do saneamento básico. É um problema crônico agravado pelo fator ‘eleições’. Isso mesmo, obras de saneamento são chatas, promovem desordem no trânsito, são caóticas e nenhum prefeito quer meter a cara. O último que chegou a realizar alguma obra dessa natureza foi José Guedes eleito em 1992 pelo PSDB, e acreditem, ele não foi reeleito.

Efeito nocivo

Graças ao infortúnio de José Guedes, nenhum prefeito mexeu com a ampliação da rede de esgoto na capital. E é exatamente por conta disso, que a cidade tem pontos alagadiços que produzem imagens que viralizam nas redes sociais, como ônibus e carros flutuando durante os períodos chuvosos. Os sucessores de Guedes optaram pelo mais simples, fazer asfalto, que são obras consideravelmente rápidas e visualmente atraentes, enquanto as de esgoto, passado o transtorno gerado por elas, ninguém mais lembra. É o efeito nocivo da reeleição e o imediatismo de parte dos eleitores. Para se ter uma idéia, Piracicaba, Bauru e Cascavel contam com 99,99% de coleta de esgoto enquanto 9,89% da população de Porto Velho recebe o serviço de tratamento de esgoto e mais da metade dos moradores vivem sem acesso à água tratada.

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