Coluna Painel Político -Sob nova gestão, TCE de Rondônia começa a dar 'incertas' em postos de saúde e encontra irregularidades
Veja ainda: Azul não está nem ai para os rondonienses e uma nova rota comercial para integrar a América do Sul passa por Rondônia

Sextou
Madrugada de sexta para sábado último, equipes do Tribunal de Contas do Estado chegam às unidades de saúde UPA da Zona Leste e no José Adelino, além das UPA Zona Sul, o Ana Adelaide e o Pronto-Socorro João Paulo II. Composta por 12 auditores e chefiada pelo presidente do Tribunal de Contas, Wilber Coimbra, a equipe constatou que a propaganda é bem diferente da realidade. A ação faz parte da nova gestão de Coimbra, que assumiu o comando do TCE no final do ano passado. E promete fazer a diferença.
Problemas
Na fiscalização, foi constatada a ausência de profissionais da saúde, no Ana Adelaide o aparelho de raio-X estava quebrado, faltavam insumos básicos e havia demora no atendimento para realização de exames. Já nas UPAs das Zonas Leste e Sul, foi constatada a necessidade de reforço no número de profissionais. No José Adelino, a situação precária infraestrutura. Em relação ao João Paulo II, os auditores constataram que no plantão noturno algumas especialidades não tinham profissionais. Verificou-se ainda a questão do sistema utilizado para fazer contato, que atende de modo aleatório e, por vezes, as chamadas não são respondidas. O sistema de raio-X passava por manutenção, obrigando a equipe do pronto-socorro a promover o deslocamento dos pacientes para outro local, a fim de realizar esse procedimento.
Indicativos
Diante da situação encontrada, especialmente em relação às unidades de pronto-atendimento, o Tribunal de Contas convocou, em regime de urgência, uma reunião com a secretária de saúde do município de Porto Velho. O objetivo: cobrar soluções para os problemas levantados na inspeção. O Tribunal irá retornar, nos próximos dias, para verificar os pontos levantados durante a fiscalização. Tudo o que foi verificado será reunido em um relatório técnico que será encaminhado aos conselheiros relatores da área de saúde, aos gestores do município e do Estado responsáveis pelas unidades fiscalizadas. O documento também será enviado às instâncias que fazem o acompanhamento ou execução de políticas públicas de saúde (conselhos sociais, controles internos, Poder Legislativo e Ministérios Públicos).

Novo modelo
“O Tribunal de Contas está ainda mais próximo da sociedade para servir, contribuindo, cooperativamente, com a Administração Pública, a fim de melhorar a qualidade de vida do cidadão”, disse o presidente Wilber Coimbra. “O Tribunal de Contas está ainda mais próximo da sociedade para servir, contribuindo, cooperativamente, com a Administração Pública, a fim de melhorar a qualidade de vida do cidadão”, concluiu e anunciou “as fiscalizações do Tribunal serão permanentes e ocorrerão em todo o estado”.
Timing
O Tribunal de Contas começou a agir na hora certa. Na última sexta-feira, os servidores da Saúde deliberaram por dar início a uma greve geral por tempo indeterminado. Dentre as pautas estão o Reajuste Anual (tabelas salariais do PCCR), retirada ao auxílio-transporte e Reajuste do Auxílio-Alimentação.
E o Heuro?
Em conversa com PAINEL POLÍTICO, o presidente do TCE afirmou que nos próximos dias será feita uma inspeção nas obras abandonadas do Heuro, o hospital de urgências de Porto Velho, um ‘presente’ do ex-secretário de Saúde Fernando Máximo. Em conta de padaria, o Heuro vai custar, ao longo dos 20 anos de aluguel, mais de R$ 9 bilhões ao cofres estaduais. Uma obra abandonada num pântano da capital.
‘Vai virar rotina’
Wilber Coimbra disse ainda que as fiscalizações do TCE serão parte da rotina. Qualquer denúncia será apurada e os responsáveis terão que prestar contas, “a sociedade paga seus impostos e quer o retorno. O TCE está apenas fazendo seu trabalho, e não mediremos esforços para garantir o bom funcionamento dos setores que atendem a população”, completou.
Nem aí…
A companhia aérea Azul não está nem um pouco preocupada com a situação caótica que mantém a população de Rondônia como refém do isolamento provocado pela falta de voos. Isso pode ser constatado por mim, pessoalmente, quando um dos diretores da empresa disse que eles ‘podem fazer o que quiser, afinal, trata-se de uma empresa privada’. E ele disse isso na minha frente, tendo como testemunhas o senador Marcos Rogério e o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, na festa promovida pelo deputado federal Maurício Carvalho, aqui em Brasília. Enquanto a legislação não for alterada, as aéreas vão seguir com a política do ‘tô nem aí’. Nesta segunda-feira, o advogado Gabriel Tomasete, especializado em direito do Consumidor, afirmou que a Azul anda oferecendo acordos de R$ 0,1 centavo para encerrar as ações. Se isso não for um escárnio, nada mais é…
Integração sul-americana
A ministra Simone Tebet esteve reunida com ministros da Argentina, Colômbia, do Peru, Chile e Equador, Paraguai e Uruguai, além dos presidentes dos bancos de desenvolvimento regional BID e CAF-Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe, e representantes da Agência de Desenvolvimento da Suécia (SIDA) e de outros países, entre eles Alemanha, Estados Unidos, Canadá, Coreia e Espanha onde apresentou cinco novas rotas de integração para a América do Sul. São elas:v1) Rota da Ilha das Guianas: inclui os estados de Amapá e Roraima e partes do território do Amazonas e do Pará, Guiana, Guiana Francesa, Suriname e Venezuela. 2) Rota Multimodal Manta-Manaus: Amazonas e partes dos territórios de Roraima, Pará e Amapá, interligada principalmente por via fluvial à Colômbia, Peru e Equador. 3) Rota do Quadrante Rondon: formado pelos estados do Acre e Rondônia e por toda a porção oeste de Mato Grosso, conectada com Bolívia e Peru. 4) Rota de Capricórnio: integra os estados de Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina, ligada, por múltiplas vias, a Paraguai, Argentina e Chile. 5) Rota Porto Alegre-Coquimbo: abarca o Rio Grande do Sul, Argentina, Uruguai e Chile. De acordo com a pasta, estão previstos US$ 10 bilhões (Cerca de R$ 49 bilhões) para o projeto de integração, sendo US$ 7,5 bilhões de BID, CAF e Fonplata para a região e US$ 2,5 bilhões do BNDES para obras no Brasil.
Obesidade hereditária
Adultos de meia-idade têm mais risco de serem obesos caso seus pais tenham tido obesidade na mesma fase da vida, afirma um novo estudo. A conclusão veio de pesquisadores da Universidade de Tromsø - Universidade Ártica da Noruega, que analisaram dados de saúde de 2 mil pessoas. Pelos resultados da pesquisa, quando pai e mãe tinham obesidade entre seu 40 e 59 anos, seus filhos tinham uma possibilidade aumentada em seis vezes de estarem na classificação de índice de massa corporal (IMC) ao chegar à faixa etária. Quando apenas a mãe vivia com obesidade, esse risco cresceu 3,44. No caso do pai, o fator multiplicador foi 3,74. Para os pesquisadores, ainda não foi possível determinar se o fenômeno é resultado de genes que induzem ganho de peso, fatores ambientais ou uma combinação dos dois. O estudo, que ainda não foi revisado por pares, será apresentado no Congresso Europeu de Obesidade, em Veneza, na Itália.
