Crise na gestão da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE): acusação de esvaziamento do caixa eleva tensão sobre a venda da empresa
Controlador de 2024-25, o empresário Nelson Tanure é alvo de ação da Vórtx Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários que o acusa de esvaziar as finanças da companhia

No desenrolar de um dos capítulos mais relevantes do setor elétrico e hídrico paulista, a Vórtx Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (Vórtx) ingressou com uma ação judicial contra o empresário Nelson Tanure, por meio de seu veículo de investimento Fundo Phoenix Água e Energia, alegando que o empresário “esvaziou” o caixa da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE) no período em que atuou como controlador – de outubro de 2024 a outubro de 2025. A disputa envolve ainda a XP Investimentos e culmina com a venda da EMAE à Sabesp.
Contexto da privatização e financiamento
Em abril de 2024, o Fundo Phoenix, com Tanure como investidor de referência, arrematou o controle da EMAE por cerca de R$ 1 bilhão, pago ao Estado de São Paulo por 30% do capital da concessionária de energia.
Desse valor, mais da metade — R$ 520 milhões — teriam sido financiados por meio de emissão de debêntures junto ao fundo Macadâmia, gerido pela XP Investimentos, com a Vórtx atuando como agente fiduciário.
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