Crise no Supremo: ministros reagem a ameaças e discutem retaliação a bancos e empresas americanas
Pressionados por sanções e ataques da família Bolsonaro e aliados de Trump, STF considera medidas contra instituições financeiras e dependência tecnológica dos EUA

O Supremo Tribunal Federal (STF) vive um momento de tensão crescente diante de ameaças constantes da família Bolsonaro e de aliados do presidente americano Donald Trump. As pressões, que incluem possíveis sanções via Lei Magnitsky, têm esgotado a paciência de ministros da Corte, que agora discutem medidas de reciprocidade contra bancos e empresas americanas que operam no Brasil.
Ameaças ao STF
Nos últimos meses, a família Bolsonaro, incluindo o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), tem intensificado críticas e ameaças aos ministros do STF. Segundo o portal Metrópoles, as declarações públicas buscam amedrontar a Corte, exigindo subserviência sob pena de punições. Um ministro, que preferiu não se identificar, declarou à coluna do Metrópoles: “É preciso dar um basta nessa infantilização coletiva pela qual ou você faz o que eu quero, ou eu vou te punir.”
Além disso, a possível aplicação da Lei Magnitsky, que permite sanções a indivíduos acusados de violações de direitos humanos, tem colocado oito dos onze ministros do STF no radar de Trump e seus aliados. A resposta do Supremo, conforme reportado pela CNN Brasil, pode incluir ações de retaliação. Outro ministro afirmou: “Se vale dedo no olho e pisada de elefante para um lado, então vale para o outro.”
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