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Crise ou ajuste? Raízen enfrenta saída de conselheiros e busca reduzir dívida de R$ 53,4 bilhões

Com a segunda renúncia no alto escalão em menos de uma semana, a gigante do setor sucroenergético acelera movimentos estratégicos para equacionar seu endividamento e retomar valor de mercado

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A Raízen (RAIZ4), principal produtora de açúcar e etanol do Brasil, atravessa um período de intensas transformações em sua estrutura de governança. Em comunicado oficial divulgado nesta quarta-feira (4), a companhia informou a renúncia de Sonat Burman-Olsson ao cargo de Conselheira Independente. Este é o segundo movimento de saída no colegiado em um intervalo inferior a sete dias, evidenciando um momento de transição na cúpula da organização.

Na última sexta-feira (30), a empresa já havia oficializado a saída de Brian Paul Eggleston, que ocupava uma cadeira no Conselho de Administração. Para sua sucessão, a acionista Shell Brazil Holding BV (Shell) indicou Jorrit Jan Witte Van Der Togt. Quanto à vaga deixada por Burman-Olsson, a Raízen afirmou que informará o mercado oportunamente sobre a nomeação de um novo membro independente.

Cenário Financeiro e Operacional

As mudanças no conselho ocorrem em um contexto de pressão financeira. A Raízen lida com um endividamento robusto: a dívida líquida da companhia atingiu R$ 53,4 bilhões no segundo trimestre da safra 2025/26, o que representa um salto de 48,8% em comparação ao período anterior. Para mitigar esse cenário, o mercado repercute a estruturação de um aumento de capital estimado entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão.

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