Painel Rondônia

Cristiane Lopes deve disputar a prefeitura em Porto Velho e abre novo cenário na sucessão

Deputada federal disputou segundo turno com Hildon Chaves em 2020

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A deputada federal Cristiane Lopes (UB) deve entrar na disputa pela sucessão municipal nas eleições deste ano. Em 2020, a parlamentar disputou os segundo turno com Hildon Chaves, mas deu muito trabalho.

A deputada perdeu por pouco mais de 10 mil votos, surpreendendo até os mais céticos em relação a sua candidatura.

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Ligada ao seguimento evangélico, o único porém é a vaga no União Brasil, que tem como expoente o também deputado federal Fernando Máximo e a possibilidade de cumprimento de uma acordo com o governador Marcos Rocha, que tem um compromisso de apoiar a ex-deputada federal Mariana Carvalho, que também pode migrar para o UB.

Cristiane vem recebendo convites de outras legendas e não descarta a possibilidade de aceitar e entrar na briga, que atualmente já conta com Léo Moraes, Máximo, Mariana e a possibilidade de Marcelo Cruz, atual presidente da Assembleia Legislativa que também avalia a possibilidade de ser candidato.

Em entrevista, ainda em 2020, Lopes falou sobre os desafios a serem enfrentados pela prefeitura de Porto Velho. Relembre:

Saneamento básico

Questionada sobre a situação do saneamento básico em Porto Velho, que tem um dos piores índices entre as capitais, a candidata falou do Plano Municipal de Saneamento Básico e do Marco Regulatório aprovado pelo Governo Federal.

"Hoje nós temos menos de 5% de rede de esgoto, de tratamento para a nossa cidade de Porto Velho, menos de 30% também de água tratada de acordo com os dados do Trata Brasil. A gente precisa implementar o Plano Municipal de Saneamento Básico, que ainda não foi aprovado, ainda não implementado, isso a partir de 2021, e alinhado com o novo Marco Regulatório do Saneamento Básico, essas duas leis vão nos nortear para que nós possamos iniciar esse grande trabalho que nós precisamos fazer aí nos próximos quatro anos".

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Meritocracia

A candidata também foi perguntada sobre o estímulo à meritocracia citado no plano de governo, como seria realizado e como isso impactaria na folha de pagamento dos servidores.

"Na folha de pagamento, não, porque na folha de pagamento é a questão do PCCR dos servidores que nós precisamos avaliar, enxugar a máquina pública para a gente conseguir melhorar a questão salarial do nosso servidor hoje. Agora, essas metas de estímulos, é incentivando por exemplo um diretor de escola, incentivando os nossos diretores, não para uma competição, mas para que passem por avaliações, para que possam ter incentivos e através desses incentivos eles possam melhorar cada vez mais, com o corpo técnico daquela escola, a qualidade das nossas crianças. A gente vai implantar também a gestão democrática nas nossas escolas, onde o Conselho Escolar, a própria comunidade é que vai escolher quem é diretor daquela escola".

Ocupação de terrenos

Sobre a ocupação de terrenos vazios ou subutilizados como estratégia para controlar a dispersão urbana proposta pela candidata, Cristiane disse que proprietários de espaços que não estão sendo utilizados devem ser contatados para a realização de uma limpeza.

"Hoje nós temos muitos espaços, muitos terrenos de propriedades particulares onde a gente precisa rever, buscar, localizar essas pessoas, porque são considerados espaços vazios e que estão servindo inclusive para consumo de drogas, hoje para deixar produtos furtados, produtos roubados, e isso deixa a nossa cidade com outro visual, e isso traz várias outras consequências, inclusive locais que servem hoje, são utilizados para a prática de crimes. A gente precisa reavaliar isso, fazer essa identificação e levar, encaminhar para o proprietário daquele local a limpeza urbana que será feita ali para deixar a cidade com um visual diferente".

Diversidade no governo

Cristiane também foi questionada sobre como pensa em trabalhar a diversidade de funcionários caso seja eleita prefeita da capital. A candidata respondeu que o objetivo é contratar pessoas capacidades aos respectivos cargos e não focar em questões religiosas ou de cor como critério de seleção à sua gestão.

"Quando a gente faz uma avaliação para a escolha de um secretário, por exemplo, a gente avalia tecnicamente. A gente avalia a pessoa tecnicamente, a capacitação dela para estar naquela pasta. Eu não vejo como critério de avaliação questão de religião, raça. A gente vai priorizar as pessoa que estarão capacitadas para cada função. Não tem como a gente dizer que vai fazer uma escolha por conta de gênero ou raça. É uma escolha realmente para um trabalho, para exercer uma função. Então conto com aquela pessoa com a capacidade técnica que ela tiver, se ela estiver preparada, se for na saúde, na educação, dependendo da pasta é o que vai ser analisado. É o currículo", reforçou Cristiane Lopes

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