Deputada Carla Zambelli tem prisão preventiva decretada por Alexandre de Moraes; veja a íntegra
Medidas incluem bloqueio de bens, passaportes e redes sociais, além de inclusão na lista vermelha da Interpol

O Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de decisão do ministro Alexandre de Moraes, determinou nesta quarta-feira, 4 de junho de 2025, a prisão preventiva da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A medida, que visa garantir a aplicação da lei penal, foi acompanhada de uma série de restrições severas, incluindo o bloqueio de passaportes, bens, contas bancárias e perfis em redes sociais, além da solicitação para inclusão do nome da parlamentar na lista vermelha da Interpol. A decisão ocorre após Zambelli deixar o Brasil, em um movimento interpretado como tentativa de se furtar à Justiça, dias após sua condenação a 10 anos de prisão por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Contexto da Condenação
Em 14 de maio de 2025, a Primeira Turma do STF condenou Zambelli por unanimidade a 10 anos de prisão em regime fechado, além da perda do mandato parlamentar, pelos crimes de invasão de dispositivo informático qualificada e falsidade ideológica. Segundo a denúncia, a deputada contratou o hacker Walter Delgatti Neto, conhecido por envolvimento na Operação Vaza Jato, para inserir documentos falsos no sistema do CNJ, incluindo um mandado de prisão contra o próprio ministro Alexandre de Moraes. Delgatti, também condenado a 8 anos e 3 meses de prisão, confirmou ter agido a mando da parlamentar. Ambos foram sentenciados a pagar R$ 2 milhões por danos morais e coletivos, valor destinado a fundos gerenciados pelo Ministério Público.
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