Derrota de Mariana compromete futuro político de Hildon Chaves e mostra que amplo apoio não vence eleição
Candidata do União Brasil apostou em amplo arco de alianças, na máquina e ignorou propostas concretas e problemas crônicos da capital

O pleito municipal em Porto Velho mostrou que não existe eleição ganha, e nada garante a vitória, nem mesmo quando o candidato conta com apoio de governo, prefeitura, Câmara e Assembleia Legislativa, como foi o caso de Mariana Carvalho (União Brasil).
Apontada como favorita desde o ano passado, com amplo apoio da máquina municipal, tendo o prefeito Hildon Chaves como principal e mais ativo cabo eleitoral, e vencendo o primeiro turno com 111.329 votos, contra 64.125 de Léo Moraes, amargou uma derrota de virada no segundo turno, quando o candidato do Podemos alcançou 135.118, enquanto Mariana obteve 105.406.
Teorias sobre a derrota de Mariana não faltam, mas alguns pontos precisam ser levados em consideração. No primeiro turno, Mariana praticamente não apareceu. O candidato parecia ser Hildon Chaves, estava em todos os programas, entrevistas, reuniões, enquanto Mariana parecia ser coadjuvante de seu próprio show. No segundo turno, quando Mariana reagiu e decidiu assumir o comando de sua campanha, já era tarde. Apontei essa mudança em análise pós debate da TV Rondônia.
Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
Por menos de um café por semana, leia sem limites.