Desafios gigantes: novo prefeito de Porto Velho herda cidade com déficit histórico em serviços básicos
Léo Moraes assume em 2025 município com apenas 35% de cobertura de saneamento básico, dívida pública de R$ 380 milhões e demandas urgentes em educação e infraestrutura

Porto Velho, a capital de Rondônia, terá novo comando a partir de janeiro de 2025. O prefeito eleito Léo Moraes (Podemos), que venceu o segundo turno com 56,18% dos votos válidos, herdará uma cidade repleta de desafios estruturais e sociais que demandarão atenção imediata de sua gestão.
Saneamento básico: o calcanhar de Aquiles
Um dos problemas mais críticos que o novo gestor encontrará é o baixo índice de saneamento básico. Segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), Porto Velho possui apenas 35,2% de cobertura de coleta de esgoto, um dos piores índices entre as capitais brasileiras. O índice de tratamento de esgoto é ainda mais alarmante: apenas 7,8% do esgoto gerado recebe tratamento adequado.
A situação do abastecimento de água também é preocupante. Apenas 63,4% da população tem acesso à rede de água tratada, deixando mais de 180 mil habitantes sem acesso ao serviço básico. O índice de perdas na distribuição chega a 71,3%, muito acima da média nacional de 40%.
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