EDITORIAL - O cerco às dívidas corporativas e o novo alvo do sistema financeiro: será a privatização dos Correios a próxima jogada?
Após ataques estratégicos contra Ambipar, Braskem, Raízen e banco Master, agora recai sobre os Correios a pressão por fatiamento e transferência ao setor privado — o que realmente está por trás desse

Nos últimos meses, o noticiário econômico tem flagrado um fenômeno que merece atenção crítica: o assédio financeiro intenso sobre empresas que apresentam qualquer sinal de fragilidade, gerando um efeito dominó de instabilidade que beneficia grandes bancos. Ambipar, Braskem, Raízen e Banco Master figuram como protagonistas dessa sequência de apreensão e incertezas.
Agora, a mira parece ter girado para os Correios — uma estatal que sustenta histórica importância social e logística — com pressões explícitas e veladas por privatização e divisão do patrimônio. O caso carece de debate transparente, mas já revela ingredientes de uma estratégia que mescla poder econômico, mídia e política.
O padrão de constrangimento financeiro
Ambipar: liminar contra aceleração de dívidas
Em setembro de 2025, a Ambipar conseguiu uma decisão judicial que impede, temporariamente, que credores acelerem vencimentos de dívidas. O pedido partiu do Deutsche Bank, que exigia garantias adicionais para títulos verdes emitidos pela empresa. A ação do banco, segundo a startup de resíduos, criava um “risco iminente e concreto” à continuidade das operações.
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