Entre as autoridades 'com caneta', apenas Léo Moraes está em Porto Velho enfrentando a crise
Total ausência do Estado em políticas de segurança, fortaleceram o crime organizado na capital de Rondônia

A população de Porto Velho, capital de Rondônia, está aterrorizada com a onda de ataques e violência que tomou conta da cidade desde o fim do ano passado. De acordo com a versão oficial, ‘a onda de ataques teve início por conta de uma operação deflagrada pela Polícia Militar em 27 de dezembro'. A tal operação teria resultado em algumas apreensões:
um revólver,
três carregadores de pistola,
30 munições de diversos calibres,
dois rádios comunicadores e
drogas (sem especificar quais ou quantidades)
No último dia 8, um 'chefe de facção’ teria sido morto em outra operação da PM, e por conta disso, um PM que vivia no Orgulho do Madeira, foco das operações, teria sido assassinado como retaliação, e virou uma escalada, com ataques à ônibus, assassinatos, toques de recolher e claro, uma onda de terror.
E o principal personagem de toda essa confusão, que deveria estar em Rondônia fazendo o que é pago pela população, que é governar o Estado, está de férias pelo Nordeste acompanhado da esposa e filhos.
Não que sua presença física fizesse grande diferença na dinâmica dos fatos, mas pelo menos ele poderia coordenar e assumir o comando do Estado. Esperar demais de quem acelerou a própria posse para voar para Brasília para tietar a posse do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Por outro lado, o prefeito eleito de Porto Velho, que desde antes de assumir o cargo já vinha mostrando que realmente vai fazer a diferença, tratou de preservar a frota de onibus escolares, guardando-os na garagem do exército. Pena que Léo não é governador.
Ao mesmo tempo, dois deputados federais que deveriam apresentar soluções inteligentes para a segurança pública, Fernando Máximo e Lúcio Mosquini, fazem politicagem pedindo ‘forças armadas’ nas ruas de Porto Velho, como se isso fosse resolver alguma coisa. Só para relembrar aos nobres parlamentares falastrões, o Exército assumiu a segurança do Rio de Janeiro, e foi um desastre. Entre acusações de corrupção e violencia desproporcional, a capital carioca segue pior. Melhor seria se eles ficassem calados, ou abrissem a boca para apresentar soluções inteligentes, como mais recursos para a segurança.
Rondônia precisa melhorar a qualidade de sua classe política. Ainda bem que 2026 está logo ali.
