Ex-líder do governo no Senado, Delcídio Amaral é condenado a pagar R$ 10 mil a Lula por falsas acusações na Lava-Jato
Recurso especial foi negado e não cabe mais recursos no processo

O ex-senador Delcídio Amaral foi condenado a pagar R$ 10 mil de indenização ao presidente Lula da Silva por tê-lo acusado falsamente em depoimento à Lava Jato em 2016. Na época, Delcídio acusou Lula de obstruir a justiça interferindo no processo de delação premiada de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras.
Segundo ele, Lula pedira que "segurasse" a delação por meio de uma "ajuda financeira" à família de Cerveró.
Lula pediu R$ 1,5 milhão de indenização alegando que as informações prestadas por Delcídio eram mentirosas. "Não restou comprovada interferência do autor do processo [Lula], seja direta ou indiretamente, na delação premiada negociada entre Nestor Cerveró e o Ministério Público Federal, conforme afirmou o ex-senador", declarou na decisão o desembargador José Queiroz Gomes, em setembro do ano passado.
Delcidio recorreu da decisão, mas o processo transitou em julgado no último dia 19.
Delcídio foi preso em flagrante em 25 de novembro de 2015, no contexto da crise política no país, por tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato ao tentar impedir uma delação premiada do ex-executivo da Petrobras, Nestor Cerveró, e em 21 de julho de 2016, foi denunciado pelo Ministério Público Federal em Brasília por obstrução à justiça na Lava Jato. Em 28 de julho de 2016, o MPF pediu novamente a prisão de Delcídio por descumprir as regras impostas pelo Supremo Tribunal Federal.
Em maio de 2016, teve o mandato de Senador cassado por 74 votos a favor, uma abstenção, nenhum voto contrário, tornando-o inelegível por 11 anos. Em 12 de julho de 2018, foi absolvido, pela Justiça Federal, e registrou sua candidatura a uma vaga no Senado Federal pelo Mato Grosso do Sul em 17 de setembro de 2018. No entanto, em 7 de outubro, não obteve os votos necessários para se eleger.
