Expedito consolida, Mariana em evento com Leo Moraes, Jaqueline fragiliza; traições mudam cenário ao Senado
Via Painel Político

Léo foi traído por Jaqueline. Marcos Rocha é traído por Mariana que se bandeou para o lado de Leo Moraes. É quase enredo de filme ruim. Mas é a eleição 2022.
Quem acompanha o dia a dia da política de Rondônia já previa, antes mesmo do início do processo eleitoral, que a disputa pela única vaga ao senado nas eleições deste ano, seria tão embolada quanto a disputa pelo governo. E assim está.
E Rondônia nunca esteve tão mal representada no Senado quanto está atualmente, e acredite, pode piorar.
Entre os principais pleiteantes temos Expedito Júnior, Mariana Carvalho, Jaqueline Cassol e Jaime Bagattoli, sendo este último, o autodeclarado ‘representante legítimo de Bolsonaro’.
Jaqueline, que estava ‘fechada com Leo Moraes’, bandeou-se para o lado do irmão, Ivo, acreditando na possibilidade dele disputar o governo com liminar. Cassol sabe que isso é indicativo de derrota certa. Ele próprio cansou de repetir que ‘não disputa com liminar’. O eleitor, de uma forma geral não vota em candidato majoritário que tenta garantir mandato com liminar. Jaqueline fez uma aposta na família, se de um lado isso demonstra lealdade, de outro é um claro sinal que ela não aprendeu nada sobre política nos últimos quatro anos como deputada federal.
Já Ivo, fez o que faz melhor, cria fatos políticos e mantém seu nome nas manchetes e capital político em alta.
Mariana Carvalho, que praticamente cresceu dentro do ninho tucano, pulou para o Republicanos em março deste ano de olho no voto dos evangélicos e bolsonaristas, e aliou-se ao governador Marcos Rocha, que a colocou como ‘sua candidata ao senado’. Mas isso não foi suficiente para ela. Tal qual os tucanos traíram o Brasil, ela trai Marcos Rocha e abre uma crise no grupo. Pessoas próximas ao governador agora, recomendam que ele se afaste o mais longe possível e deixe Mariana falando sozinha.

Expedito Júnior deixou para o último minuto o anúncio de sua candidatura ao Senado. Aliou-se a Leo Moraes e colocou Andrey Cavalcante como primeiro suplente, inclusive em destaque no material de campanha. Particularmente, creio ser um dos poucos, talvez o único, candidato ao Senado que mostra seu suplente com tanto destaque. E os anos de estrada deram a Expedito a calma necessária para não fazer mais nada de forma afobada.
Expedito, que foi deputado constituinte conhece bem os meandros do Congresso Nacional. Quando perdeu o mandato, devido a uma conturbada e mal explicada denúncia que nasceu nos corredores dos escritórios da Eucatur, os demais senadores homenagear Expedito aprovando o projeto de lei 203/01 que permitiu regulamentar o mototáxi em todo o país e a transposição dos servidores de Rondônia para os quadros da União, projeto que havia sido gestado por Fátima Cleide, então senadora. A transposição tem pai e mãe, e foram eles.
Agora ele enfrenta novamente as urnas, e num momento tão complicado como o atual, tudo pode acontecer para Expedito, até mesmo voltar ao Senado ocupando a mesma cadeira, quem diria, que lhe foi tomada por Acir Gurgacz no tapetão.
Quanto a Bagattoli não há muito o que comentar. Ele é bolsonarista, com mesmo discurso de ‘Deus, Pátria e Família’. Ou em outras palavras, não tem o que acrescentar à vida do rondoniense.
Como eu disse, pode piorar e muito.
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