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Fernando Maximo está sendo processado por "tentativa de desvio de patrimônio" para enganar sócios

Além da ação por não prestar contas, o secretário responde em separado por retiradas de valores sem justificativa identificadas nas planilhas.

Fernando Maximo está sendo processado por "tentativa de desvio de patrimônio" para enganar sócios
📷 Reprodução
📋 Em resumo
  • Além da ação por não prestar contas, o secretário de Saúde de Rondônia responde a um segundo processo por retiradas de valores sem justificativa. Sócios cobram R$ 600 mil aportados na dupla Cleber e Cauan desde 2015.
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Esta semana revelamos que o secretário de Saúde de Rondônia Fernando Rodrigues Máximo está processado em Goiânia, junto com os sertanejos Cleber e Cauan, por não prestar contas das movimentações financeiras da dupla desde 2015, quando associou-se a empresários brasilienses e cooptou R$ 600 mil para impulsionar a carreira dos cantores.

Mas, além de integrar esse processo, Máximo também está respondendo a outro, em separado, por retiradas de valores sem justificativa e por não prestar contas dos dados financeiros. A descoberta das retiradas, que somam pouco mais de R$ 127 mil, se deu em função das poucas planilhas enviadas aleatoriamente como se fossem uma ‘prestação de contas’.

Os sócios de Fernando Máximo, de acordo com o contrato, têm direito a 20% dos lucros da dupla, mas alegam que nunca receberam um centavo desde que passaram a integrar a sociedade. Fernando, que atualmente é secretário de Saúde do Estado de Rondônia, teria feito ainda alguns empréstimos em nome da dupla, mas não comunicou os sócios, e essas informações constam nas planilhas.

Também aparecem informações sobre retirada de valores por Cleiton Márcio de Souza, que atualmente representa os cantores através da empresa Sonho Produções Artísticas, no valor de pouco mais de R$ 125 mil. Fernando Máximo também aparece como locatário de cenários e de um ônibus para a dupla, sendo que os cantores já possuem (ou eram proprietários) de um ônibus, que aparece em várias postagens nas redes sociais de Cleber e Cauan. A inserção de valores sem comprovação em prestação de contas em sociedade pode configurar fraude.

A banca Castro e Alarcão, que representa os sócios reclamantes, alega no processo, que “os requeridos agiram em conluio para ocultar informações e contrapartidas financeiras dos autores”, e pede a prestação de contas detalhando todos os negócios jurídicos realizados a partir da celebração do contrato, com todos os valores recebidos.

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Entenda o caso

O secretário de Saúde de Rondônia, Fernando Rodrigues Máximo é irmão do cantor Cauan, que integra a dupla com Cleber. Em 2015, a pedido de Fernando, três empresários brasilienses que tem parentesco com ele, passaram a integrar uma sociedade após aportarem R$ 600 mil. Em troca, eles teriam 20% de participação nos lucros da dupla. Eles alegam que nunca receberam um centavo sequer, e para evitar cobranças, Fernando até bloqueou os contatos em seu celular.

Além de não aferir nenhum lucro com a dupla, os empresários também não recebem sequer a prestação de contas de despesas e receitas. Eles ingressaram na justiça com uma ação de prestação de contas contra a dupla sertaneja e Fernando Máximo também integra a ação, e após identificarem retiradas e pagamentos suspeitos, também estão acionando o secretário em separado.

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