Processo contra Fernando Máximo e Cleber e Cauan corre sob segredo de justiça em GO
Ação movida por sócios que investiram na carreira de Cleber e Cauan segue em tramitação na Justiça de Goiás, agora sob segredo de justiça. Máximo hoje é deputado federal e disputa o Senado
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- Sócios que investiram na carreira de Cleber e Cauan acionaram a dupla e Fernando Máximo na Justiça de Goiás por falta de prestação de contas.
- O caso, revelado pelo Painel em 2021, segue em tramitação e ainda não teve desfecho.
- O processo passou a correr sob segredo de justiça, o que restringe o acesso aos autos.
- Máximo se elegeu deputado federal em 2022 e hoje é candidato ao Senado.
- Por que isso importa: um parlamentar em campanha ao Senado permanece réu em ação sobre gestão de recursos de terceiros que se arrasta há anos
O deputado federal e candidato ao Senado Fernando Rodrigues Máximo (PL) ainda responde, na Justiça de Goiás, à ação movida por sócios que investiram na carreira da dupla sertaneja Cleber e Cauan — esta formada, entre outros, por seu irmão, Charlles Rodrigues Máximo (Cauan). Cinco anos após a abertura do caso, o processo não foi concluído e passou a tramitar sob segredo de justiça.
O que os sócios alegam
Segundo a ação, um grupo de investidores aportou recursos na carreira de Cleber e Cauan a partir de 2015, mediante contrato que lhes garantiria participação de 20% nos lucros da dupla e o recebimento regular de prestação de contas. Os autores sustentam que, ao longo dos anos, não receberam os relatórios financeiros previstos nem os valores a que teriam direito, e que as cobranças passaram a ser ignoradas. Foi com base nesse conjunto de alegações que recorreram à Justiça goiana pedindo a prestação de contas do período.
Um caso que o Painel revelou em 2021
A disputa veio a público em março de 2021, em reportagens do Painel Político. Na ocasião, a banca que representa os investidores havia ingressado com ação de prestação de contas contra a dupla e contra Fernando Máximo, então secretário de Saúde de Rondônia, apontando ainda retiradas e movimentações que, segundo os autores, não teriam sido esclarecidas. As matérias originais permanecem disponíveis no acervo do Painel.
O que mudou de lá para cá
Dois movimentos marcam o intervalo. No plano judicial, o processo — que já se estende por anos — não chegou a um desfecho e passou a tramitar sob segredo de justiça, o que restringe o acesso público aos autos e aos detalhes da apuração.
No plano político, a trajetória de Máximo avançou de forma expressiva. Em 2022, ele foi eleito deputado federal por Rondônia. Agora, disputa uma vaga ao Senado. A permanência de uma ação em aberto sobre a administração dos recursos da dupla, portanto, deixou de ser assunto restrito ao mundo artístico e passou a integrar o escrutínio sobre um dos nomes em campanha no estado.
Cinco anos depois de vir a público, o caso continua sem conclusão — e agora acompanha um candidato ao Senado.
Por que o interesse público cresceu
Quando o caso surgiu, Máximo era gestor estadual. Hoje é parlamentar e postulante à Casa que representa os estados na Federação. Ações judiciais em andamento não significam condenação, e o segredo de justiça impede afirmar qualquer conclusão sobre o mérito. Mas a existência de um litígio que se arrasta por anos, sobre a forma como recursos de terceiros foram administrados, é informação legítima para o eleitor que avaliará seu nome nas urnas.
O Painel seguirá acompanhando o caso e atualizará esta cobertura conforme o processo avance — inclusive se o segredo de justiça for levantado, o que permitiria detalhar o estágio atual da apuração.
Versão em áudio disponível no topo do post.