Painel Rondônia

"Garimpeiro não é bandido", diz deputado rondoniense Marcelo Cruz

Em meio a intensas operações federais contra o garimpo ilegal, o parlamentar rondoniense cobra diálogo e licenciamento para sustento de milhares de famílias ribeirinhas

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Marcelo Cruz (boné) esteve reunido com representantes do garimpo

O deputado estadual Marcelo Cruz (PRTB), conhecido por sua atuação em defesa das comunidades rurais de Rondônia, voltou a se posicionar firmemente a favor dos garimpeiros durante uma reunião realizada em seu gabinete na Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero), nesta quarta-feira (8). O encontro, que reuniu o presidente da Associação Minacoop, Edvaldo Lopes, e o advogado Rodrigo Nestor, serviu como plataforma para discutir o futuro da extração mineral no Baixo Madeira, uma região marcada por tensões entre fiscalização ambiental e a dependência econômica local.

Em um contexto de crescente pressão contra o garimpo ilegal, as palavras de Marcelo Cruz ecoam como um apelo por equilíbrio. Recentemente, a Polícia Federal (PF) intensificou ações no Rio Madeira, destruindo mais de 270 embarcações em setembro, o que gerou um prejuízo estimado em R$ 30 milhões para os envolvidos na atividade ilícita.

Operações coordenadas pelo Centro de Cooperação Policial Internacional da PF também flagraram mais de 500 dragas em julho, destacando a escala do problema na divisa entre Rondônia e Amazonas. Além disso, o Ministério Público Federal (MPF) recomendou a destruição de balsas garimpeiras em agosto, reforçando a necessidade de medidas ambientais urgentes. No entanto, críticos como o senador Plínio Valério questionaram os impactos colaterais dessas ações, como danos ambientais causados pela queima de resíduos.

Para Marcelo Cruz, no entanto, a criminalização generalizada ignora a realidade social das comunidades ribeirinhas. “Milhares de famílias no Baixo Madeira dependem da extração mineral, muitas usando pequenas embarcações como único meio de sustento”, enfatizou o deputado.

Ele argumenta que o foco deve ser na formalização, não na repressão pura. “Garimpeiro não é bandido. São pais de família, trabalhadores que precisam de oportunidade e de respeito. O nosso papel é buscar meios de garantir o licenciamento ambiental e criar condições para que exerçam a atividade de forma regular e sustentável”, declarou o parlamentar durante a reunião.

Os pontos centrais debatidos incluíram:

Marcelo Cruz, eleito como um dos deputados mais atuantes em 2024, tem histórico de engajamento em pautas locais, como a transformação da Ale ro em centro de arrecadação para vítimas de enchentes no Baixo Madeira em março deste ano. Sua defesa pelo garimpo sustentável alinha-se a discussões mais amplas em Rondônia, onde a extração ilegal gerou R$ 245 milhões em ouro nos primeiros sete meses de 2025, segundo estimativas da PF.

O deputado concluiu o encontro com otimismo: “Estamos ao lado do povo que trabalha. Vamos seguir debatendo com coragem para que Rondônia tenha regras claras, garimpo legal e condições dignas para quem depende dessa atividade”.

Essa posição chega em um momento crucial, com o governo federal ultrapassando 7 mil operações contra o garimpo em territórios indígenas e áreas sensíveis, resultando em prejuízos de R$ 491,3 milhões ao crime organizado.

Para especialistas, o diálogo proposto por Marcelo pode ser chave para uma transição ordenada, evitando conflitos e promovendo o desenvolvimento sustentável na Amazônia.

Palavras-chave: garimpo responsável, Baixo Madeira, Marcelo Cruz, Rondônia, mineração sustentável, licenciamento ambiental, comunidades ribeirinhas, PF operações garimpo.

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