Júri condena Edison Brittes a 42 anos de prisão e determina prisão de Allana no caso do assassinato do jogador Daniel Correa
A sentença começou a ser lida pelo juiz Thiago Flores Carvalho, por volta das 18h40 desta quarta-feira. Outros quatro acusados de homicídio foram absolvidos do crime de homicídio

O Tribunal do Júri de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, decidiu condenar Edison Luiz Brittes Junior a 42 anos, 5 meses e 24 dias pela morte do jogador Daniel Corrêa Freitas. A sentença começou a ser lida pelo juiz Thiago Flores Carvalho, por volta das 18h40. A filha de Edison, Allana Emilly Brittes foi condenada a 6 anos, 6 meses e 6 dias de prisão, tendo determinada a prisão em plenário. Já os outros quatro acusados de homicídio foram absolvidos.
Edison Luiz Brittes Junior – homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emprego de tortura ou cruel, e recurso que impossibilitou a defesa da vítima); ocultação do cadáver, corrupção de menor e coação do curso do processo – 42 anos, 5 meses e 24 dias de prisão;
Cristiana Rodrigues Brittes – absolvição do crime de homicídio – 1 ano de prisão, em regime aberto, por fraude processual e coação no curso do processo;
Allana Emilly Brittes – condenada por fraude processual, corrupção de menor e coação do curso do processo – 6 anos, 6 meses e 6 dias de prisão;
David Willian Vollero Silva – absolvição do crime de homicídio;
Ygor King – absolvição do crime de homicídio;
Eduardo Henrique Ribeiro da Silva – absolvição do crime de homicídio;
Evellyn Brisola Perusso – absolvição do crime de fraude processual;

Júri
O júri dos sete acusados de participação na morte de Daniel começou na manhã de segunda-feira (18). Ao todo, foram ouvidas 13 testemunhas, incluindo duas sigilosas. Após a primeira etapa, Cristiana e Edison Brittes foram interrogados antes de o júri ser suspenso pelo juiz Thiago Flores Carvalho. No segundo dia de julgamento, foi a vez de David Willian Vollero Silva, Ygor King, Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, Allana Brittes e Evellyn Brisola Perusso.
Por fim, os debates entre os advogados foram divididos entre dois dias: terça e quarta-feira (20). O último dia foi o mais “acalorado” do júri.
A mãe de Daniel, Eliana Corrêa, não ficou até o fim do julgamento. Mas, na última segunda-feira (18), ela já adiantava que esperava a condenação.
Crime
O corpo de Daniel foi encontrado na manhã de 27 de outubro de 2018, na Colônia Mergulhão, área rural de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Um detalhe, em especial, chamava a atenção dos investigadores: o pênis decepado.
De acordo com informações que constam no processo, Daniel veio a Curitiba para o aniversário de Allana Brittes, então completando 18 anos. Após a festa, ela foi até a casa da família Brittes para um ‘after’.
Na denúncia, o Ministério Público do Paraná (MPPR) descreve que Edison, David, Eduardo e Ygor iniciaram uma “série de violentas e sucessivas agressões físicas contra vítima”, que estaria sozinha, desarmada e indefesa.
“Pelas circunstâncias apuradas no inquérito policial, os codenunciados pelo homicídio assim agiam, de comum e pleno acordo, na perspectiva de concretizarem o justiçamento de ordem privada do jogador Daniel até as últimas consequências, na medida em que após certificarem-se que a vítima havia sido flagrada deitada na cama do quarto de casal junto à Cristiana Rodrigues Brittes, inferiram que o jogador de futebol deveria ser condenado e executado como suposto violador da intimidade e da liberdade sexual da moradora da casa”.
Em seu depoimento prestado no júri, Brittes admitiu o crime e afirmou que agiu assim após ver a esposa Cristiana sendo importunada sexualmente.
“Ele estava de cueca, camiseta e com o pênis para fora esfregando nela. Eu só queria ajudar ela, tirar o abusador de cima e proteger. Quando eu vi o pênis dele pra fora eu fiquei louco, possesso, fiquei cego”, afirmou.
O MPPR cita ainda que, após a sessão se espancamento, o grupo carregou Daniel nu até a Colônia Mergulhão, onde acabou emasculado e assassinado.
Com Rádio BandaB