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Justiça determina retorno à prisão de ex-policial que matou petista em Foz do Iguaçu

Condenado a 20 anos por homicídio duplamente qualificado, Jorge Guaranho deixa prisão domiciliar e é transferido para Complexo Médico Penal em Curitiba

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Marcelo Arruda (esq) foi morto por Jorge Guaranho

O desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná revogou nesta quinta-feira (14) a prisão domiciliar do ex-policial penal Jorge Guaranho, condenado pelo assassinato do guarda municipal e militante petista Marcelo Arruda. Com a decisão, Guaranho foi transferido para o Complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais, região metropolitana de Curitiba, onde começará a cumprir sua pena de 20 anos em regime fechado.

A transferência ocorre um mês após sua condenação pelo Tribunal do Júri de Curitiba, em 13 de fevereiro de 2025, por homicídio duplamente qualificado. Guaranho havia conseguido uma liminar para permanecer em prisão domiciliar logo após a condenação, benefício que agora foi revogado pela justiça paranaense.

Cronologia do caso

9 de julho de 2022

10 de julho de 2022

Julho-Agosto 2022

13 de fevereiro de 2025

14 de fevereiro de 2025

14 de março de 2025

O caso tornou-se emblemático por evidenciar a escalada da violência política no Brasil durante o período eleitoral de 2022, quando Guaranho, apoiador do então presidente Jair Bolsonaro, assassinou Arruda durante sua festa de aniversário que tinha decoração temática do PT e do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva.