Lula perde apoio entre evangélicos e jovens, mostra levantamento Quaest
Levantamento com margem de erro de 2 pontos revela desgaste em regiões estratégicas e entre evangélicos; Nordeste e idosos seguem como base de sustentação do presidente
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- Em resumo
- Desaprovação ao governo Lula atinge 52%, maior índice desde outubro de 2025; aprovação cai para 43%
- Evangélicos (68% de reprovação) e eleitores do Sul/Sudeste puxam tendência negativa; Nordeste mantém 63% de aprovação
- 59% dos entrevistados dizem que Lula não merece reeleição; economia é vista como "pior" por metade dos ouvidos
- Por que isso importa: A três anos da eleição presidencial, o mapa de aprovação desenha os territórios que definirão a disputa — e o tempo para reversão de imagem é curto.
Uma nova pesquisa Quaest Inteligência, encomendada pela Genial Investimentos e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09285/2026, aponta que a desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu para 52%, enquanto a aprovação recuou para 43%. O levantamento, realizado entre 9 e 13 de abril com 2.004 eleitores de 16 anos ou mais e margem de erro de dois pontos percentuais, sinaliza um desgaste que se concentra em regiões e grupos-chave para a disputa presidencial de 2026.
O que os números escondem: não é só uma variação de 1 ponto
A primeira leitura dos dados — desaprovação em 52%, aprovação em 43% — sugere estabilidade. Mas a análise da série histórica revela movimento consistente: desde outubro de 2025, a diferença entre reprovação e aprovação ampliou-se em cinco pontos percentuais, sempre na direção de maior desgaste."A pesquisa não mostra um terremoto, mas uma erosão contínua. E erosão, em política, é mais difícil de conter que um colapso súbito."Os dados de março e fevereiro de 2026, também da Quaest, permitem traçar uma trajetória:
- Fevereiro: 49% desaprovam, 45% aprovam
- Março: 51% desaprovam, 44% aprovam
- Abril: 52% desaprovam, 43% aprovam
Ou seja: três meses de queda progressiva na aprovação, com aceleração na desaprovação. Para um governo que depende de base ampla para governar e projetar candidaturas, esse movimento merece atenção redobrada.
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