Marielle, o Rio de Janeiro e a anomia
Por Rodrigo Augusto Prando*

Ao que tudo indica, estamos chegando à resolução do crime que vitimou a vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes.
Já se sabia quem havia executado o crime, faltava, porém, os mandantes e a motivação. As investigações chegaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) e lá foi homologada a delação premiada de Ronie Lessa, executor de Marielle. Nessa delação, foram implicados os irmãos Brazão – Chiquinho (deputado federal) e Domingos (Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio) –, além de Rivaldo Barbosa, que chefiava a Polícia Civil do Rio de Janeiro à época dos assassinatos.
No que tange à motivação, as investigações da Polícia Federal (PF) indicam que Marielle foi morta por sua atuação contra um esquema de loteamentos de terra em áreas dominadas pela milícia na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
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