Ministério Público abre investigação contra prefeito de cidade catarinense que barrou festival LGBTQIA+
José Thomé (PSD) exigiu o cancelamento do evento LGBTIQA+ dizendo ser cristão e pela possível presença de crianças e pré-adolescentes. Acusação alega que a medida fere a laicidade do Estado

O Ministério Público de Santa Catarina em Rio do Sul abriu um inquérito nesta quinta-feira (28) contra o prefeito José Thomé (PSD) para apurar se o gestor feriu a laicidade do Estado, promoveu a censura e cometeu homotransfobia. A investigação começou depois de Thomé exigir o cancelamento de um evento LGBTQIA+ em uma fundação cultural do município.
O caso foi denunciado a pelo vereador suplente de Florianópolis Leonel Camasão Cordeiro (PSOL).
Em publicação nas redes sociais, Camasão afirma que "a censura e a perseguição nas escolas e a produtores culturais se tornou o novo normal" em Santa Catarina.
Veto do prefeito
A segunda mostra do festival Transforma estava prevista para esta quarta e quinta-feira na Fundação Culutural Rio do Sul. Com o apoio financeiro do governo do estado, o projeto ia promover uma oficina de produção cultural e a exibição de filmes com a temática LGBTQIA+. Ao saber da sua realização, Thomé, que estava fora da cidade, mandou um áudio a um grupo com secretário e assessores exigindo o cancelamento do evento.
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