PF deflagra 5ª fase da Operação Unha e Carne e mira pastor Marcio Poncio, Adilsinho e Rodrigo Bacellar
A Polícia Federal inicia a quinta fase da Operação Unha e Carne com mandados de prisão contra o pastor Marcio Poncio, o contraventor Adilsinho e o ex-deputado Rodrigo Bacellar, para aprofundar investigação sobre lavagem de dinheiro ligada ao jogo do bicho e ramificações políticas no Rio de Janeiro
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- PF deflagra 5ª fase da Operação Unha e Carne e cumpre mandados contra pastor Marcio Poncio, contraventor Adilsinho e ex-deputado Rodrigo Bacellar
- Investigação foca em lavagem de dinheiro pela nova cúpula do jogo do bicho e possíveis ramificações junto a poderes Executivo e Legislativo do RJ
- Fases anteriores apuraram vazamento de informações sigilosas contra o Comando Vermelho (CV) e fraudes na educação estadual
- Caso inserido no contexto da ADPF 635 (ADPF das Favelas) e envolve denúncia da PGR
- Por que isso importa: A operação revela conexões entre crime organizado, contravenção e instituições políticas, ampliando o escrutínio sobre integridade no Rio de Janeiro
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (2 de julho de 2026) a 5ª fase da Operação Unha e Carne. Entre os alvos de mandados de prisão estão o pastor Marcio Poncio, o contraventor Adilsinho e o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar. Até a última atualização, não havia confirmação sobre a localização de Poncio; Adilsinho e Bacellar já estavam encarcerados.
Segundo a PF, esta etapa “busca aprofundar a apuração de indícios de lavagem de dinheiro praticada pelo ‘capo’ da nova cúpula do jogo do bicho e possível ramificação do esquema junto a integrantes dos poderes Executivo e Legislativo do RJ”.
Histórico das fases anteriores
A Operação Unha e Carne teve quatro fases entre dezembro de 2025 e maio de 2026. Inicialmente, investigava suposto vazamento de informações sigilosas de ações policiais contra o Comando Vermelho (CV), que teria comprometido operações e beneficiado investigados ligados à facção.
A 1ª fase, em dezembro de 2025, teve como alvo o então presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (hoje cassado e preso). Ele teria vazado dados da Operação Zargun, beneficiando o ex-deputado Thiego Raimundo de Oliveira Santos (TH Joias), apontado como articulador político do CV.
A 2ª fase prendeu o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto (TRF-2), suspeito de repassar informações a Bacellar.
A 3ª fase, em março de 2026, resultou na nova prisão de Bacellar em Teresópolis, após cassação pelo TSE no caso Ceperj e denúncia da PGR.
A 4ª fase, em maio de 2026, prendeu o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) por suspeitas de fraudes em contratos na Secretaria Estadual de Educação (Seeduc).
O caso está inserido no contexto da ADPF 635 (ADPF das Favelas), que trata de ações de segurança pública no Rio de Janeiro.
Foco da 5ª fase
A nova etapa expande as apurações para lavagem de dinheiro ligada à contravenção (jogo do bicho) e possíveis conexões políticas. A PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontam indícios de uma cadeia de proteção institucional ao crime organizado.
Repercussão e próximos passos
A inclusão de figuras como pastor Marcio Poncio e o contraventor Adilsinho amplia o espectro da investigação para além do Legislativo, alcançando setores religiosos e da contravenção tradicional. Rodrigo Bacellar segue como nome central, com histórico de prisões e cassação.
A operação reforça o padrão de ações integradas da PF no Rio, combinando combate ao crime organizado, corrupção e vazamentos que comprometem a segurança pública. Novas prisões, análises de materiais apreendidos e eventuais delações devem definir os próximos capítulos.
O caso alimenta o debate sobre a influência de grupos criminosos em esferas políticas e institucionais fluminenses, em um momento de intensa atuação do STF e da PF no estado.
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