Crime da 113 Sul: Adriana Vilella pode ter condenação por assassinato dos pais anulada no STJ
Julgamento no STJ revela possíveis falhas processuais no crime que chocou Brasília; decisão pode mudar rumos de um dos casos mais emblemáticos do DF

O caso conhecido como Crime da 113 Sul, ocorrido em agosto de 2009, continua a gerar repercussões no sistema judiciário brasileiro. A arquiteta Adriana Villela, condenada a 61 anos e três meses de prisão pelo assassinato de seus pais, o advogado e ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela e Maria Carvalho Villela, além da empregada do casal, teve um novo capítulo nesta terça-feira (5). A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) retomou o julgamento de um recurso especial apresentado pela defesa, que alega irregularidades no processo.
Durante a sessão, o ministro Sebastião Reis Júnior abriu divergência ao votar pela anulação não apenas da condenação pelo tribunal do júri, mas de toda a ação penal desde a fase de instrução. Isso significaria a necessidade de refazer o processo, incluindo a coleta de provas. O julgamento, que está empatado em 1 a 1, foi suspenso após pedido de vista do ministro Og Fernandes. Ainda restam os votos de Antonio Saldanha Palheiro e do desembargador convocado Otávio de Almeida Toledo.
Detalhes do voto de Sebastião Reis Júnior
O ministro Sebastião Reis Júnior fundamentou seu voto na tese de cerceamento de defesa. Segundo ele, a defesa de Adriana Villela foi prejudicada por não ter tido acesso prévio às mídias contendo os depoimentos dos corréus Leonardo Campos Alves, Paulo Cardoso Santana e Francisco Mairlon Barros Aguiar, que teriam apontado Adriana como mandante do crime. Esses depoimentos, coletados em 2010, só foram disponibilizados no sétimo dia do julgamento no tribunal do júri, em 29 de setembro de 2019.
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