Moraes rechaça tentativa de atrasar ação da trama golpista no STF
Ministro nega pedido da defesa de Bolsonaro e mantém ritmo do processo, reforçando que não tolerará tumulto processual

O Supremo Tribunal Federal (STF), sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, segue firme na condução da ação penal que investiga a suposta trama golpista articulada para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder após a derrota nas eleições de 2022. Nesta segunda-feira (30), Moraes rejeitou um pedido da defesa de Bolsonaro para anexar documentos relacionados ao ex-ajudante de ordens Mauro Cid ao processo do chamado "núcleo 1" da trama golpista. Em sua decisão, o ministro foi categórico ao afirmar que não permitirá "tumulto processual" ou tentativas de procrastinar o andamento da ação.
A solicitação da defesa de Bolsonaro buscava incluir ao processo documentos que, segundo os advogados, comprovariam que Mauro Cid, figura central na delação premiada que sustenta as acusações, teria mentido ao negar contatos com outros investigados por meio das redes sociais. Informações fornecidas pela Meta e pelo Google ao STF confirmaram que o perfil no Instagram @gabrielar702 foi criado com um e-mail vinculado a Cid, registrado como "maurocid@gmail.com" desde 2005. Apesar disso, Moraes determinou que a questão será avaliada no "momento adequado", mantendo o curso normal do processo.
Contexto da trama golpista
A ação penal em curso no STF apura a suposta tentativa de golpe de Estado que teria ocorrido no final do governo Bolsonaro, com o objetivo de reverter o resultado das eleições de 2022 e impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), o plano começou a ser articulado em 2021, com ataques sistemáticos às urnas eletrônicas e ao processo eleitoral, culminando nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes, em Brasília, foram invadidas e depredadas por apoiadores do ex-presidente.
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