MPF processa proprietários rurais por danos a geoglifo histórico no Acre
Fazendeiros podem ser condenados a pagar R$ 530 mil por destruição parcial de sítio arqueológico em Capixaba durante plantio de soja

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública contra três pessoas ligadas à Fazenda Oeste, localizada em Capixaba, Acre, por danos causados a um importante sítio arqueológico. O local, conhecido como Ramal do Capatará, contém geoglifos registrados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde o início dos anos 2000. A informação é do portal especializado Voz da Terra.
De acordo com a investigação, durante uma fiscalização realizada em novembro de 2021, foi constatado que as estruturas de terra do sítio arqueológico sofreram impactos significativos devido a atividades agrícolas. A proprietária da fazenda, o arrendatário e um funcionário são acusados de danificar o patrimônio histórico durante o processo de preparação do terreno.
O laudo de vistoria do Iphan revelou que as valetas e muretas características do sítio foram parcialmente destruídas. Durante as atividades de aragem, o solo foi usado para nivelar o terreno, resultando no aterramento das valetas e mutilação das estruturas históricas.
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