O Brasil está nas mãos do crime organizado; nem aeroporto é mais local seguro
Homem acusado de lavar dinheiro para o PCC foi executado em plena luz do dia, e até agora ninguém foi preso

Estampado em jornais do mundo inteiro a execução do corretor de imóveis Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, 38, ocorrida na sexta-feira (8), à luz do dia, no desembarque Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, diante de dezenas de testemunhas, sendo que pelo menos duas outras pessoas, que nada tinham a ver com o caso, inevitavelmente foram feridas por balas perdidas.
O crime, filmado pelas câmeras de segurança do aeroporto, expõe a total falta de segurança que impera no país atualmente. O Brasil, infelizmente, está nas mãos do crime organizado que já domina o sistema prisional há mais de duas décadas e agora está infliltrado em todas as áreas, da política à empresarial, do setor de serviços aos executivos. E ninguém está seguro.
O Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores e mais bem sucedidas organizações criminosas do mundo, consegue ter braços em todos os setores, com lideranças e estrutura reconhecidas e identificadas, navega sem preocupações com as consequencias de seus atos. A execução de Antônio Vinicius Lopes Gritzbach em um dos aeroportos mais movimentados da América Latina comprova isso.
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