Poder & Bastidores

O que a historia da Rede Globo mostra sobre a necessidade de regular mídias sociais

Ataques de Elon Musk ao ministro do STF não deveriam sequer estar acontecendo se a regulamentação das redes já tivesse sido feita pelo Congresso, que no passado fez valer a Constituição

Compartilhar: WhatsApp X LinkedIn

Desde o último fim de semana que o bilionário Elon Musk, dono da rede social X (antigo Twitter) vem promovendo uma série de ataques contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, a quem chama de ‘ditador brutal’. As postagens de Musk são camufladas pelo discurso de ‘liberdade de expressão’, mas na verdade essa não é sua preocupação. O portal Intercept publicou reportagem mostrando os reais interesses do empresário que atua em quase todo o mundo. Musk quer o lítio, metal fundamental para as baterias de carros elétricos, além do fato do governo Lula da Silva ter fechado parceria com os chineses da BYD, cujas vendas vem surpreendendo no país, desde que montadora da gigante chinesa instalou-se na Bahia.

Outro ponto a ser levado em consideração, é que horas antes de começarem os ataques de Elon Musk contra o Brasil, a executiva-chefe da Sigma Lithium, a carioca Ana Cabral-Gardner, afirmou à Reuters que não venderá a companhia e que pretende aumentar a produção de lítio para 520 mil toneladas por ano em 2025. E é a Sigma que Musk quer comprar.

A Sigma Lithium foi fundada em 2011 e tem uma planta no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. A empresa prevê capacidade produtiva total de 531 mil toneladas ao ano de concentrado de lítio, e aumentou, em quase três vezes, a avaliação de seus ativos, para US$ 5,1 bilhões em valor presente líquido.

Continue lendo

Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
Por menos de um café por semana, leia sem limites.

Assinar agora — R$19,90/mêsJá sou assinante — Entrar
💬 Comentários

Carregando comentários…