Operação Disclosure, nas Americanas, chega com atraso e sem resultado prático, segundo Instituto Empresa
Provas que podiam ser recuperadas já devem ter sido destruídas ou ocultadas

O Instituto Empresa, associação de investidores que, desde 2017, promove a Governança Corporativa e a defesa de investidores, saúda a operação conjunta entre Polícia Federal, Comissão de Valores Mobiliários e Ministério Público Federal que investiga as fraudes ocorridas nas Americanas. No entanto, lamenta que a busca e apreensão tenha ocorrido com quase dois anos de distância da revelação das fraudes contábeis.
“Como se sabe, o fraudador não arquiva os recibos e nem guarda os cheques de corrupção”, comenta Eduardo Silva, Presidente do Instituto. Para ele, uma operação deste tipo acontece a destempo das provas que se pretendiam recuperar, uma vez que, já poderiam ter sido destruídas ou ocultadas.
“Os mandados de prisão foram inócuos porque todos sabiam que os procurados estavam fora do país. E, também, sem muita justificativa, já que não há nenhum fato novo que revele urgência”, destaca.
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