Radar do Judiciário

PF deflagra Operação Data Change contra grupo que invadia sistemas do CNJ para beneficiar presos perigosos

Investigação revelou esquema sofisticado de alteração fraudulenta de dados no sistema de execução penal, com possível participação de advogados

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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (13/02) a Operação Data Change, que investiga um grupo criminoso especializado em invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para alterar ilegalmente dados de execução penal e beneficiar presos de alta periculosidade. Oito mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em Goiânia.

Modus Operandi

Segundo as investigações, o grupo atuava de forma sofisticada, acessando fraudulentamente os sistemas de execução penal e de mandados de prisão do CNJ. Os criminosos alteravam as datas de progressão de regime de detentos, acelerando artificialmente a mudança do regime fechado para regimes mais brandos.

O esquema foi descoberto após o próprio CNJ detectar alterações suspeitas em seus sistemas e solicitar uma investigação aprofundada à Polícia Federal. As autoridades identificaram a inserção de documentos falsos e modificações indevidas nos registros de presos.

Envolvimento de advogados

Um aspecto preocupante revelado pela operação é a possível participação de advogados no esquema criminoso. As investigações apontam que profissionais do direito podem ter atuado facilitando o acesso aos sistemas e auxiliando na manipulação dos dados para beneficiar seus clientes.

Impacto e resposta

A invasão representa uma grave ameaça à segurança pública, uma vez que visava libertar criminosos que deveriam permanecer em regime fechado. O CNJ informou que adotou medidas adicionais de segurança para proteger seus sistemas após a descoberta das invasões.

Desdobramentos

A Polícia Federal continua as investigações para identificar todos os envolvidos no esquema e determinar quantos presos podem ter sido beneficiados pelas alterações fraudulentas. Os suspeitos poderão responder por crimes como invasão de dispositivo informático, inserção de dados falsos em sistemas de informações e organização criminosa.


A operação demonstra a crescente sofisticação dos ataques cibernéticos contra sistemas judiciais e ressalta a necessidade de constante atualização dos mecanismos de segurança digital no âmbito do Poder Judiciário.

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As investigações seguem em andamento e novas fases da operação podem ser deflagradas nos próximos dias, conforme o avanço na análise do material apreendido durante as buscas realizadas hoje.