Painel Rondônia

Porto Velho é a pior capital para viver, aponta levantamento que mostra as cidades com melhores e piores qualidades de vida no país

Estado é feito com base no Índice de Progresso Social (IPS), uma metodologia internacional que calcula o bem estar da população a partir de dados oficiais

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Pela primeira vez, um estudo aplicou o Índice de Progresso Social (IPS), uma metodologia internacional que calcula o bem estar da população a partir de dados oficiais, em todas as cidades brasileiras. Com isso, foi elaborado um ranking sobre a qualidade de vida dos 5.700 municípios do país. O resultado mostra uma predominância do interior de São Paulo nas melhores colocações, enquanto a Amazônia tem os piores índices.

Entre os Estados, Rondônia ganha apenas do Acre e Pará, pontuando 55,67% no IPS. Os melhores estados são São Paulo Santa Catarina e Paraná.

O IPS é dividido em três dimensões principais: Necessidades Humanas Básicas; Fundamentos para o Bem-estar; e Oportunidades. Cada uma delas tem quatro componentes, e formam a média final. Mas cada componente é formado por alguns (normalmente de três a cinco) indicadores, com pesos entre eles. Por exemplo, no componente de segurança, o dado de taxa de homicídio tem peso maior que o de morte de jovens.

Entre as capitais, as melhores são Brasília, Goiânia e Belo Horizonte, enquanto Porto Velho figura em última posição, perdendo para Macapá (AP) e Maceió (AL). Entre os 20 melhores municípios do país para viver, nenhum é de Rondônia. O estado também não tem nenhum entre os 20 piores

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Crimes ambientais e precariedade social na Amazônia

As cidades com piores resultados do Brasil ilustram situações emblemáticas na Amazônia. Anapu (PA), por exemplo, o 11º pior, é a cidade da tragédia da Irmã Dorothy, em uma região de muito desmatamento. Jacareacanga (PA) sofre com o intenso garimpo e Trairão (PA) com a extração ilegal de madeira.

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— A Amazônia tem problemas sociais mais críticos primeiro porque é imensa e com logística difícil, então o orçamento não é suficiente para prover serviços no interior. Em segundo porque sofrem com a ilegalidade nas suas atividades, baseadas em economia predatória que gera alguns benefícios concentrados, mas inibe a chegada de investimentos. Então ficam numa armadilha permanente de pobreza. Para piorar, a situação de segurança pública se agravou na Amazonia. Há 15 anos já existiam essas características sociais, mas agora chegou o crime organizado — resume Beto Veríssimo.

A reportagem é do jornal O Globo e se você for assinante, pode ler a íntegra CLICANDO AQUI.