Prefeito de Palmas é preso pela PF em escândalo de vazamento de dados do STJ; veja as mensagens que o incriminaram
Esquema revelado pela operação Sisamnes mostra como funcionário infiltrado no tribunal superior repassava decisões sigilosas antes de serem publicadas

Em uma operação que abalou o cenário político do Tocantins, a Polícia Federal prendeu na última sexta-feira (27) o prefeito de Palmas, José Eduardo de Siqueira Campos (Podemos), acusado de participar de um sofisticado esquema de vazamento de informações sigilosas do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A operação Sisamnes, que faz referência a um juiz persa executado por corrupção, também resultou na prisão de um advogado e um policial civil.
As mensagens obtidas pela investigação e divulgadas pelo programa Fantástico, da TV Globo, revelam a engrenagem do esquema que funcionava há pelo menos um ano e meio. Em comunicações curtas e frequentemente codificadas, o prefeito recebia antecipadamente informações privilegiadas sobre pareceres da Procuradoria Geral da República, decisões judiciais e até mesmo operações policiais que ocorreriam no estado.
A teia de conexões e o modus operandi
O grupo operava de forma estruturada, com papéis bem definidos. O advogado Antônio Ianowich Filho atuava como ponte direta com o Judiciário, enquanto o policial civil Marco Augusto Velasco Albernaz era responsável por consultar sistemas internos para monitorar alvos de investigação. As autoridades suspeitam que um funcionário do gabinete de um ministro do STJ, ainda não identificado, era o responsável por repassar documentos confidenciais ao grupo.
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