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Prefeito de Porto Velho denuncia estar sendo vítima de 'golpe do Whatsapp'

Léo Moraes postou imagem de celular com mensagem; prefeito afirma que 'é golpe'

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O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos) denunciou nesta terça-feira, que pessoas mal intencionadas estão usando um número de celular no Whatsapp se passando por ele.

Estão se passando por mim em um número de Whatsapp que não é meu', informou em suas redes sociais o prefeito, mostrando um print com uma foto sua e uma mensagem que foi enviada a sua própria mãe, a ex-vereadora Sandra Moraes.

Os golpes via WhatsApp, especialmente aqueles em que criminosos se passam por outras pessoas, estão entre os mais comuns no Brasil, aproveitando a popularidade do aplicativo, que conta com cerca de 120 milhões de usuários no país. Abaixo, apresento um resumo baseado em dados recentes e medidas de prevenção:

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Como funcionam os golpes de falsas identidades

Os criminosos utilizam técnicas de engenharia social para se passar por conhecidos, familiares, ou representantes de empresas/instituições. As táticas mais comuns incluem:

  1. Clonagem de Conta: Golpistas obtêm o código de verificação do WhatsApp (enviado por SMS) ao enganar a vítima, alegando, por exemplo, que precisam confirmar um cadastro ou liberar um prêmio. Com o código, transferem a conta para outro dispositivo e pedem dinheiro aos contatos da vítima.

  2. Conta Falsa: Criam perfis com fotos e nomes roubados de redes sociais, fingindo ser a vítima para solicitar transferências (geralmente via Pix) com histórias de urgência, como acidentes ou problemas financeiros.

  3. Phishing e Spyware: Enviam links maliciosos que instalam aplicativos espiões ou redirecionam para sites falsos, permitindo o roubo de dados pessoais ou bancários.

Medidas de Prevenção

Para se proteger contra esses golpes, siga estas recomendações:

  1. Ative a verificação em duas etapas: Configure um PIN de seis dígitos no WhatsApp (Configurações > Conta > Verificação em Duas Etapas). Isso dificulta a clonagem da conta, mesmo que o golpista obtenha o código de verificação.

  2. Não compartilhe códigos: Nunca envie o código de verificação do WhatsApp ou PIN a terceiros, mesmo que a solicitação pareça vir de um contato confiável.

  3. Desconfie de mensagens urgentes: Pedidos de dinheiro com tom de urgência (e.g., "Meu cartão foi bloqueado, preciso de um Pix") devem ser verificados por outros canais, como ligação ou chamada de vídeo.

  4. Restrinja a visibilidade da foto de perfil: Configure o WhatsApp para que apenas contatos vejam sua foto (Configurações > Privacidade > Foto do Perfil > Meus Contatos). Isso reduz o risco de uso indevido da imagem.

  5. Evite links suspeitos: Não clique em links recebidos por WhatsApp, especialmente se acompanhados de promoções ou promessas de benefícios.

  6. Use antivírus: Instale e mantenha atualizado um software de segurança confiável para detectar malwares ou spywares.

  7. Denuncie imediatamente: Se suspeitar de um golpe, denuncie o número no WhatsApp, bloqueie o contato e avise amigos/familiares fora do aplicativo. Registre um boletim de ocorrência na polícia (online ou presencial).

  8. Atualize o aplicativo e sistema: Mantenha o WhatsApp e o sistema operacional do celular atualizados para evitar vulnerabilidades.

O que fazer se for vítima

Os golpes de WhatsApp envolvendo falsas identidades são uma ameaça significativa no Brasil, com milhões de vítimas e prejuízos bilionários anualmente. A combinação de conscientização, configuração de segurança (como autenticação em duas etapas) e desconfiança com mensagens suspeitas é essencial para prevenção. Em caso de golpe, ações rápidas, como denúncias e notificações ao banco, podem minimizar danos.

Fontes: Dados extraídos de relatórios da Febraban, DataSenado, Serasa Experian, PSafe, Mobile Time/Opinion Box e recomendações de especialistas em segurança digital.