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Prejudicados apontam omissão da ANS e pedem CPI dos planos de saúde

Eles apontaram também a omissão da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) diante dos abusos cometidos pelas operadoras.

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Pessoas vulneráveis continuam sendo alvo de corte ou descredenciamento, disseram nesta quarta-feira (21), em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos (CDH), os representantes dos usuários que sofreram o cancelamento unilateral de contratos coletivos de planos de saúde.

Eles pediram que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, instale a CPI para investigar os cancelamentos dos planos, já requerida naquela Casa legislativa. No debate, solicitado e presidido pelo senador Flávio Arns (PSB-PR), eles apontaram também a omissão da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) diante dos abusos cometidos pelas operadoras. A audiência pública, em caráter virtual, teve a participação de representante do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que prometeu ação no âmbito do governo em favor dos "hipervulneráveis".

Letícia Fantinatti de Mello, Fundadora da Associação Vítimas a Mil, disse que mesmo após a reunião dos representantes dos planos de saúde com o presidente da Câmara, no primeiro semestre deste ano, os cancelamentos permanecem. Ela registrou uma situação ainda pior: as seguradoras estariam "camuflando" o cancelamento com um descredenciamento de serviços e unidades em massa. Na sua visão, isso é um indicativo que “os planos querem trabalhar somente com rede própria”. 

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