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Preso outra vez em Rondônia, Marcola planejou fuga com ajuda de mercenários estrangeiros e metralhadoras que derrubam avião

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Via Painel Político

Marco Willians Herbas Camacho, 54 anos, conhecido como Marcola, chefe do Primeiro Comando da Capital – PCC, foi transferido nesta quinta-feira (03), para o presídio federal de Porto Velho, RO, conforme o BLOG havia antecipado. Ele foi condenado a mais de 300 anos de prisão por comandar o crime organizado, narcotráfico de drogas e liderar execuções.

Marcola deixou a unidade prisional de Brasília (DF) e foi transferido em um avião da Polícia Federal, escoltado por homens da PF, PRF, Sistema penitenciário e Força Nacional de Segurança. Chegou no presídio de Porto Velho de helicóptero.

O chefe do PCC volta três anos depois para o mesmo presídio em Rondônia, para onde foi transferido quando foi descoberto um plano de fuga espetacular, digno de roteiro de filme de ação.

Quando preso em São Paulo em 2019, a cúpula de segurança do governo paulista descobriu que Marcola tinha planejado fugir com ajuda de mercenários estrangeiros, dois helicópteros de guerra, lança-mísseis e metralhadoras. Tudo isso a um custo estimado em R$ 100 milhões.

Era previsto o uso de metralhadoras .50 capazes de derrubar aeronaves. Outra ideia dos criminosos era utilização de explosivos para destruir torres de vigilância do presídio onde Marcola estava. O bando tinha pensado no uso de um caminhão guincho, grande e pesado, preparado com chapas de aço que serviriam de escudo contra tiros.

O resgate iria contar com paramilitares iranianos, nigerianos e membros das Farc – Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Tudo isso teria com estopim uma rebelião na penitenciária de Presidente Venceslau, onde o chefe do PCC foi preso naquele ano.

Cinco anos antes, os chefes do PCC pensaram em usar helicópteros blindados e camuflados com cores da polícia militar paulista para pousar no presídio com uma cesta de resgate. A facção tinha desenhado em papéis no presídio como aconteceria todas essas operações. Em 2018, duas mulheres foram presas com uma suposta carta com ordem de matar um promotor de justiça que investiga o crime organizado em São Paulo.

Diante das ameaças, autoridades de segurança e aeroportos entraram em alerta para impedir os planos da facção e conseguiram.

Em maio de 2006, a transferência de 765 presos do PCC para o presídio de Presidente Venceslau resultou em uma grande onda de violência em SP com ataques às forças de segurança. Cerca de 564 foram mortos, 505 eram civis. Onde for preso, Marcola representa perigo.

Foto – Marcola, o principal líder do PCC Sergio Lima/AFP

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