Radar do Judiciário

Preso por elo com faccionado, delegada diz em interrogatório que 'deu bobeira' e culpa ex por denúncia

Prisões, audiência de custódia e suspeitas de vínculos com facções colocam sob escrutínio a trajetória de Layla Lima Ayub, dez dias após posse no Palácio dos Bandeirantes

Compartilhar: WhatsApp X LinkedIn

A delegada da Polícia Civil de São Paulo, Layla Lima Ayub, de 36 anos, foi presa na manhã desta sexta-feira, 16, em um sobrado na zona Oeste da capital paulista, ao lado do namorado, Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como “Dedel”. Segundo investigadores, ele é apontado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Pará. Durante a ação, os agentes apreenderam dois celulares e um terceiro chip.

A prisão ocorre menos de três semanas após Layla ter participado, em 28 de dezembro, de uma audiência de custódia na Justiça de Marabá (PA), na condição de advogada de um faccionado do Comando Vermelho (CV). O episódio chamou atenção por ter acontecido apenas dez dias depois da posse da delegada na Polícia Civil de São Paulo, realizada em um grande evento no Palácio dos Bandeirantes, com a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Durante interrogatório de cerca de cinco horas conduzido pela Corregedoria da Polícia Civil, Layla teria admitido que sua participação na audiência foi um erro. “Dei bobeira”, declarou aos investigadores. Ela alegou que já havia solicitado o cancelamento de sua matrícula na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), mas que, mesmo sem a formalização da desvinculação, compareceu à audiência.

Continue lendo

Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
Por menos de um café por semana, leia sem limites.

Assinar agora — R$19,90/mêsJá sou assinante — Entrar
💬 Comentários

Carregando comentários…