Raízen perde grau de investimento após rebaixamento drástico por agências de risco
Após cortes severos nas notas de crédito pela Fitch e S&P, gigante do setor sucroenergético contrata assessoria especializada para reestruturar dívidas e evitar risco de default

A gigante do setor de açúcar, etanol e distribuição de combustíveis, Raízen, atravessa um dos momentos mais críticos de sua história financeira. Em um movimento que surpreendeu o mercado pela severidade, as agências de classificação de risco Fitch Ratings e S&P Global Ratings rebaixaram as notas de crédito da companhia para o nível especulativo, retirando o selo de “grau de investimento”. O rebaixamento ocorre em meio a um aperto severo de liquidez e dificuldades operacionais que corroeram a confiança dos investidores e derrubaram o valor dos títulos da empresa no exterior.
Rebaixamento em série e desvalorização de ativos
Na última segunda-feira, a Raízen sofreu cortes consecutivos em seu rating. A Fitch Ratings reduziu a nota da companhia em cinco níveis, situando-a em B. A agência justificou a decisão citando “a falha dos acionistas em executar uma injeção de capital substancial”, além de um desempenho operacional abaixo das projeções.
Já a S&P Global Ratings foi ainda mais incisiva, cortando a classificação em sete níveis, para CCC+. Em seu relatório, a agência alertou que “há riscos crescentes de uma reestruturação da dívida que interpretaríamos como um default”. Ambas as instituições mantiveram a empresa em “observação negativa”, o que sinaliza a possibilidade de novos rebaixamentos em curto prazo.
Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
Por menos de um café por semana, leia sem limites.