Reforma Tributária: a simplificação dos tributos poderá revolucionar a competitividade empresarial
Nova legislação promete menos burocracia, maior transparência e melhores condições para investimentos, com impactos significativos em diferentes setores da economia

A complexidade para cumprir com todas as obrigações tributárias e o custo necessário para cumprir com essas exigências têm, por anos, sido uma queixa do setor empresarial brasileiro. Segundo o relatório Doing Business 2020, elaborado pelo Banco Mundial, o Brasil ocupa a 124ª posição entre 190 países em termos de ambiente de negócios favorável ao empreendedorismo. A classificação do país se deve à "burocracia do sistema tributário".
Nesse cenário, a proposta de Reforma Tributária surge com a promessa de simplificar esse sistema, criando uma vantagem competitiva para as empresas. Com menos tempo investido em conformidade tributária, as companhias, em teoria, poderão dedicar mais recursos ao desenvolvimento de seus produtos e ao seu core business.
Além disso, a simplificação proposta pela Reforma é vista como um passo significativo para a equalização da carga tributária em diferentes pólos econômicos. Atualmente, a diversidade de tributos estaduais cria uma concorrência desleal, com estados oferecendo diferentes incentivos fiscais para atrair empresas. A nova proposta visa reduzir essas disparidades, limitando as concessões e benefícios que cada estado pode oferecer. “A ideia da reforma é mudar isso, com poucas concessões e benefícios. Isso aumenta a competitividade das empresas”, comenta Fabrício André Canale, especialista tributário da Synchro, empresa que realiza o desenvolvimento de softwares para promover soluções contábeis, fiscais e tributárias.
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