Painel Rondônia

Registros de armas de fogo elevam em 48% numero de mortes violentas em Rondônia

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Via Painel Político

A política armamentista do presidente Jair Bolsonaro e do governador de Rondônia Marcos Rocha, tem incentivado a expansão do crime e crescimento da violência no estado.

Até o ano de 2021, o número de novas armas de fogo cadastradas pela Polícia Federal foi o mais alto dos últimos 13 anos no país.

Jamais o Brasil se armou tanto, e em tão pouco tempo. De janeiro a novembro do ano passado, a Polícia Federal registrou quase 189 mil novas armas de fogo. Os dados de 2022, ainda não foram concluídos.

O novo recorde confirma a tendência de alta nesses números desde 2019, primeiro ano do governo Bolsonaro. Naquele ano, o número de novos registros saltou de 51 mil para 94 mil armas, um crescimento de 84%.

Em 2020, foram mais de 177 mil novas armas. Este ano, mesmo sem o mês de dezembro, o índice já é 6,2% maior do que todo o ano passado.

O Exército também confirmou um número expressivo de novas armas. Cabe aos militares controlar armas compradas por caçadores, atiradores e colecionadores – os chamados CACs – e profissionais das Forças Armadas e de segurança para uso pessoal. Até novembro de 2021, foram mais de 260 mil novos registros.

Somados aos dados da PF, são quase 450 mil novas armas em circulação no Brasil só em 2021. Chama a atenção o fato de que mais de 143 mil dessas novas armas pertencem a cidadãos comuns.

O aumento da circulação de armas, estimulado pelo governo federal, teve outros reflexos: o surgimento de mais lojas de armamento e munição e de clubes de tiro. Até o fim do ano passado, o Exército havia autorizado a abertura de 1.709 lojas e clubes.

De acordo com o Instituto Sou da Paz no Rio de Janeiro, mais de 78%  das mortes violentas no Brasil são praticadas com armas de fogo, enquanto que a média mundial é de 40%.

Em Rondônia, o crescimento de novos registros de armas e fogo por civis foi de 400% em 4 anos. O pior índice foi registrado até 2019, com crescimento superior a 100%. O estado é o segundo mais armado na Amazônia, depois do Pará.

Na última semana o Monitor da Violência do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública atualizou os dados sobre a criminalidade no estado. Os dados são aterrorizantes.

No total foram 85 assassinatos no primeiro trimestre de 2021, contra 126 em 2022. Um aumento de 48% em Rondônia.

Só neste ano, foram 117 foram vítimas de homicídio doloso, 7 de feminicídios e 2 mortes decorrentes de roubo seguido de morte.

Desses 126 assassinatos em Rondônia de janeiro e março, 40,7% foram registrados na Capital, Porto Velho.

Marcos Rocha e Bolsonaro não conseguiram reduzir a violência em Rondônia

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