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Regulamentação de aplicativos enfrenta resistência: 52% dos motoristas são contrários, aponta pesquisa

Levantamento inédito revela divisão na categoria enquanto PLP 152/2025 avança no Congresso; motoristas ponderam entre direitos previdenciários e manutenção da renda imediata

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a man driving a car with a flag hanging from the dash
Photo by Camila Fernández on Unsplash

Enquanto o PLP 152/2025, projeto de lei complementar que propõe um marco regulatório para o trabalho por aplicativos, tramita em comissão especial na Câmara dos Deputados sob relatoria do deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), uma pesquisa inédita traz à tona o principal obstáculo para a aprovação da matéria: a resistência da própria categoria que se pretende proteger.

O levantamento, realizado pela plataforma GigU em parceria com a Jangada Consultoria de Comunicação, ouviu 1.915 motoristas e entregadores cadastrados em todo o Brasil durante o mês de fevereiro e revela um cenário de profunda divisão. Segundo os dados, 52,2% dos trabalhadores se declaram contrários à formalização, enquanto 42,2% apoiam a proposta.

O nó da renda: Por que a categoria resiste?

O ponto mais sensível do debate não é ideológico, mas financeiro. Para 43,2% dos entrevistados, a adoção de um modelo formal de trabalho reduziria “bastante” a renda mensal; outros 19,4% projetam uma redução menor. Apenas 11,4% veem possibilidade de aumento nos ganhos com a regulamentação.

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